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(Fotos e vídeo) Chuva rompe muro e água invade pátio de residências na Baixada Fluminense

Problemas causados por obras de loteamento voltaram a atingir casas na Rua Giovani Damiani em Urussanga; Defesa Civil esteve no local e comunicou empresa que está executando as obras

Fotos e vídeo: Simone Costa/Portal Conexão Sul
Fotos e vídeo: Simone Costa/Portal Conexão Sul

Moradores da Rua Giovani Damiani, na Baixada Fluminense, em Urussanga, voltaram a enfrentar transtornos causados por alagamentos e acúmulo de materiais após a chuva registrada nesta quarta-feira (1º). A força da água rompeu parte de um muro de contenção que está sendo construído pela empresa responsável por um loteamento na área localizada atrás do cemitério (referência).

Segundo os moradores, duas residências tiveram os pátios atingidos pela água. Em uma das casas, a situação foi ainda mais grave, com a água retornando pela tubulação e invadindo um banheiro do imóvel. Eles relatam que os problemas são recorrentes desde o início da construção do loteamento.

O Corpo de Bombeiros foi acionado após o rompimento do muro. Conforme a guarnição, os moradores ficaram assustados com o barulho causado pela estrutura, mas a avaliação no local apontou que, naquele momento, o terreno atrás das residências não apresentava risco de soterramento. A Defesa Civil também foi chamada para acompanhar a ocorrência.

Durante a vistoria, a equipe da Defesa Civil realizou registros do local e mantiveram contato com o engenheiro responsável pela obra, repassando os problemas provocados pelo novo alagamento. Segundo a avaliação, um dreno que deveria auxiliar na vazão da água estava entupido.

De acordo com a Defesa Civil, a empresa responsável pelo loteamento deve retornar ao local nesta quinta-feira (2) para solucionar o problema. O órgão informou ainda que um espaço para possível realocação das famílias já teria sido providenciado caso ocorram novos transtornos relacionados à entrada de água nas casas.

Moradores reclamam de problemas recorrentes

Os moradores afirmam que estão cansados de enfrentar situações semelhantes desde o início das obras. Segundo eles, há registros de casas com rachaduras, famílias que deixaram o local por medo de novos alagamentos e outras que continuam convivendo com os impactos.

Ainda conforme os relatos, denúncias já foram encaminhadas ao Ministério Público, mas até o momento, segundo os moradores, não houve retorno sobre as providências relacionadas ao caso.

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