Moradores do bairro Baixada Fluminense, em Urussanga, seguem enfrentando uma série de transtornos provocados pela construção de um loteamento na região. Alagamentos, infiltrações e risco de deslizamentos passaram a ser registrados com mais frequência, especialmente em períodos de chuva, quando grande volume de lama e material da obra desce em direção às ruas e residências. Segundo os relatos, os problemas iniciaram em 2023, mas se agravaram a cada semana com o avanço da terraplanagem para implantação do empreendimento.
A situação também impacta moradores do Rio América Baixo, que utilizam a rodovia como principal acesso ao bairro. Em dias de chuva, a lama toma conta da pista, dificultando a passagem de veículos e pedestres. “Esperamos tanto pelo asfalto, agora que temos, a lama não deixa que utilizemos”, lamentou uma moradora da comunidade do Rio América Baixo.
De acordo com os moradores da Baixada Fluminense, o poder público municipal e a Defesa Civil já foram acionados diversas vezes. Eles afirmam que os atendimentos ocorrem de forma rápida, com a presença da empresa responsável pelo loteamento, porém as ações adotadas seriam apenas paliativas. “Eles vêm, limpam um pouco e depois segue tudo igual”, relatou um morador, destacando que os alagamentos e prejuízos se repetem a cada chuva mais intensa.
Além das reclamações junto à Prefeitura e à Defesa Civil, os moradores também protocolaram denúncias no Ministério Público e aguardam providências. O vereador Ivan Vieira já se reuniu com a comunidade, esteve no local para verificar a situação e segue acompanhando o caso, cobrando medidas do poder público para minimizar os impactos e buscar uma solução definitiva para o problema.
Enquanto o loteamento, liberado em 2021, segue em obras, os moradores relatam insegurança e prejuízos constantes, principalmente durante o verão, quando as chuvas são mais frequentes. A comunidade pede intervenções efetivas para conter o escoamento de barro e garantir a segurança de quem vive ou transita pela região.





