Uma mulher de 36 anos foi indiciada pela Polícia Civil de Santa Catarina por denunciação caluniosa após inventar um falso roubo de veículo e acusar o próprio cunhado de agressão e violência doméstica em Criciúma. O caso, que chegou a levar um homem inocente à prisão temporária, foi esclarecido após investigação conduzida pela 1ª Delegacia de Polícia do município.
Segundo a Polícia Civil, a mulher acionou a Polícia Militar na manhã de segunda-feira alegando que havia sido amarrada dentro de casa e ameaçada pelo cunhado, que teria roubado o carro da família e fugido. Com base nas informações repassadas pela suposta vítima, policiais localizaram o homem conduzindo o automóvel e efetuaram a prisão em flagrante pelos supostos crimes de roubo e violência doméstica.
Na Central de Plantão Policial, porém, a versão apresentada começou a levantar suspeitas. O delegado plantonista percebeu inconsistências no relato da mulher, enquanto o acusado afirmou que havia adquirido o veículo legalmente do próprio irmão, marido da denunciante.
O homem explicou ainda que o carro havia permanecido em um estacionamento pago durante o fim de semana e que o retirou pouco antes da abordagem policial. O caso então foi encaminhado à 1ª Delegacia de Polícia de Criciúma para investigação aprofundada.
Durante as diligências, a Polícia Civil obteve imagens de câmeras de segurança do estacionamento, comprovantes de pagamento e depoimentos de testemunhas, incluindo o marido da suspeita. As provas desmontaram a versão apresentada inicialmente.
Confrontada com as evidências, especialmente os registros que mostravam o veículo estacionado no horário em que o suposto roubo teria ocorrido, a mulher confessou ter inventado toda a história. Ela admitiu que o automóvel havia sido vendido ao cunhado, mas afirmou ter se arrependido do negócio por ter ficado sem carro e decidiu forjar o crime para recuperar o veículo.
O inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público. Se condenada, a suspeita poderá cumprir pena de dois a oito anos de reclusão, além do pagamento de multa e eventual indenização à vítima.
A Polícia Civil alertou para a gravidade desse tipo de conduta, destacando que falsas acusações podem levar pessoas inocentes à prisão e desviam recursos das forças de segurança de ocorrências reais e urgentes.
De acordo com a corporação, este é o quarto caso registrado em Criciúma nos últimos dois meses envolvendo falsas acusações feitas contra homens inocentes. Em duas situações, os acusados chegaram a ser encaminhados ao Presídio Santa Augusta antes da descoberta das fraudes.
A investigação foi conduzida pela 1ª Delegacia de Polícia de Criciúma, sob responsabilidade dos delegados Márcio Neves e Jucines Ferreira.





