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MPF apura rompimento de cabos e segurança da Ponte Anita Garibaldi, em Laguna

Laudos apontaram danos em dois cabos da estrutura; tráfego está restrito às faixas centrais e veículos têm limite de peso

O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um procedimento para apurar as condições estruturais da Ponte Anita Garibaldi, na BR-101, em Laguna, após relatos de rompimento de cabos na estrutura. A investigação busca identificar as causas dos danos e cobrar medidas para garantir a segurança dos motoristas que utilizam a ponte.

Após questionamentos do MPF, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a concessionária Via Costeira informaram que foram identificados novos problemas no trecho estaiado da ponte. Laudos técnicos apontaram o rompimento parcial dos cabos 4E e 4D, localizados no Pilar 35, no vão central da estrutura.

Diante dos danos, a concessionária adotou um plano emergencial de correção elaborado por uma empresa especializada. O tráfego foi liberado somente pelas duas faixas centrais, com restrição de peso para veículos. Também foram realizadas intervenções de reforço, incluindo o aumento da força aplicada em quatro estais da ponte.

Problemas já haviam sido registrados

Esta não é a primeira vez que a Ponte Anita Garibaldi apresenta problemas estruturais. Em 2022, foram identificados danos no mesmo pilar, incluindo o rompimento de barras de ligação da laje inferior e risco à estabilidade da estrutura. Na época, foram realizados reforços e veículos pesados precisaram ser desviados temporariamente para a Ponte das Laranjeiras.

Em março de 2023, testes de carga indicaram o restabelecimento da rigidez da ponte.

ANTT apura possível falha de construção

A ANTT também informou ao MPF que abriu um processo administrativo para investigar se os problemas recorrentes podem estar relacionados a eventuais vícios ocultos de construção.

A ponte foi construída sob gestão do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e passou a integrar o contrato de concessão da BR-101 em agosto de 2020. Segundo a agência, o recebimento definitivo da obra pelo Dnit ainda depende de uma decisão judicial.

A Via Costeira informou que realiza inspeções anuais na estrutura e mantém o monitoramento da ponte com o acompanhamento de empresas especializadas.

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