Moradores de Santa Luzia, em Urussanga, convocaram uma reunião para cobrar acessos ao bairro nos dois sentidos da SC-108, que está passando por obras de duplicação. O encontro será realizado nesta quarta-feira (21), às 20h, no salão da Igreja da comunidade, e deve reunir vereadores, representantes de comunidades vizinhas e do Governo do Estado.
Segundo representantes da comunidade, informações ainda extraoficiais indicam que apenas um retorno deve ser construído nas proximidades do bairro, permitindo o acesso de motoristas que trafegam em direção a Cocal do Sul. No sentido contrário, quem precisar entrar na comunidade, teria que seguir até o retorno previsto na região do bairro Bela Vista ou até o trevo de acesso ao município, no bairro da Estação.
A preocupação é que a mudança dificulte o deslocamento dos moradores e o acesso às mais de 20 empresas instaladas. A situação também pode afetar comunidades próximas, como Rio Carvalho, Bel Recanto e Bela Vista. Conforme Cinara Berteli, empresária e moradora do bairro Santa Luzia, além dos problemas no acesso com veículos, há também a preocupação com travessia de pedestres e outras dúvidas e reclamações dos moradores. “São muitas dúvidas, informações que precisam ser verificadas. Esta é a hora de reivindicarmos novamente acessos em ambos os sentidos, segurança, passagem de pedestres, e o que mais a comunidade julgar necessário. Se não for resolvido agora, dificilmente será feito depois que a obra estiver pronta”, enfatizou Cinara.
Comunidade já havia solicitado acesso em Audiência Pública feita pela Alesc
A preocupação dos moradores não é recente. Em 2023, eles descobriram que o projeto original da duplicação não previa nenhum retorno nas proximidades do bairro Santa Luzia. Diante disso, organizaram um abaixo-assinado e conseguiram que a Assembleia Legislativa realizasse uma audiência pública em maio daquele ano, presidida pelo deputado José Milton Scheffer, com a participação de representantes do Governo do Estado e mais de 300 pessoas da comunidade.
Na ocasião, ficou definida a previsão de dois retornos em pontos diferentes, um mais próximo do início do bairro e outro na parte final, para atender aos dois sentidos da rodovia. A comunidade afirma que, após a discussão, acreditava que as estruturas seriam incluídas na obra. “O que foi dito é que seriam feitos os retornos, que não daria de fazer uma rótula, mas que teriam retornos para ambos os sentidos. Concordamos e acreditamos que seria desta forma”, destacou Eloy Berteli, representante dos moradores.
Agora, com os trabalhos avançando nas proximidades, os moradores buscam confirmar se o planejamento será mantido. “As obras começaram, pararam, reiniciaram. Queremos saber se teve alteração no projeto e se vão atender os moradores”, complementou Eloy.
Moradores não descartam protestos
Eloy e Cinara relatam preocupação com os impactos que a falta de acessos poderá provocar tanto para os moradores quanto para as empresas instaladas na região. A intenção inicial é buscar uma solução por meio do diálogo com os responsáveis pela obra. Caso não haja uma resposta favorável, a comunidade considera organizar manifestações. “Vamos iniciar com essa reunião para ver se conseguimos resolver e ter uma informação positiva sobre esses retornos. Caso contrário, faremos protestos até sermos atendidos”, afirmou Cinara.









