A chegada da primavera traz dias mais longos e temperaturas em elevação, mas também exige atenção especial de famílias com crianças alérgicas ou asmáticas. A combinação de polinização, vento, umidade, variações de temperatura e infecções virais pode favorecer o aparecimento ou a piora de sintomas respiratórios.
Entre os principais gatilhos estão o pólen, a poeira, o mofo e os ácaros, que podem se acumular em cortinas, tapetes, bichos de pelúcia, estofados e roupas de cama. Depois de atividades ao ar livre, também é recomendado que a criança tome banho, troque de roupa e lave os cabelos para reduzir o contato com partículas que podem permanecer no corpo.
Atenção aos sinais de crise
Em crianças com asma, sintomas como tosse persistente, chiado no peito e dificuldade para respirar precisam ser observados com atenção. A situação pode exigir avaliação urgente quando há cansaço, respiração acelerada, dificuldade para falar, piora progressiva ou ausência de resposta à medicação prescrita.
Sinais como costelas marcadas durante a respiração, retração na região do pescoço, lábios ou unhas azulados, palidez intensa, confusão, suor frio e dificuldade para mamar em bebês também indicam a necessidade de atendimento de urgência e emergência.
Cuidados em casa
Manter os ambientes limpos e ventilados pode ajudar a reduzir a presença de substâncias irritantes. A orientação é limpar superfícies com pano úmido, lavar roupas de cama com frequência e evitar o acúmulo de objetos que concentrem poeira e ácaros. No entanto, esses cuidados não eliminam completamente o risco de uma crise.
Para crianças que já têm diagnóstico de asma, medicamentos de controle, antialérgicos e outros tratamentos devem ser utilizados conforme orientação médica, sem suspensão, troca ou repetição por conta própria.
Quando a falta de ar se intensifica ou não melhora após a medicação prescrita, a orientação é buscar atendimento rapidamente. O atendimento pré-hospitalar permite avaliar a criança e iniciar os primeiros cuidados ainda no local antes de uma eventual transferência para uma unidade de saúde.





