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Museu do Carvão recebe exposição “Fragmentação” durante o mês de agosto 

O Museu do Carvão está localizado na Rua Arlindo Barzan, s/n, no bairro Rio Fiorita

Durante o mês de agosto, o público poderá visitar a exposição “Fragmentação”, dos artistas e curadores Luiz Gustavo Corrêa, de 32 anos, e Heitor Machado, de 25 anos, no Museu do Carvão, em Siderópolis. A mostra reúne 12 obras produzidas com giz pastel seco e poderá ser visitada de segunda a sexta-feira, das 8h ao meio-dia e das 13h às 17h. A inauguração será realizada neste sábado, às 14h.

O Museu do Carvão está localizado na Rua Arlindo Barzan, s/n, no bairro Rio Fiorita.

A exposição apresenta trabalhos que, embora desenvolvidos de forma independente pelos artistas da região, possuem características que dialogam entre si, especialmente na abordagem de sentimentos como a melancolia, no uso das cores e na composição das obras.

“Nosso trabalho coincide em muitas coisas, principalmente na questão da melancolia. Nossas artes pesam muito nisso, no uso das cores e na forma de composição. Trabalhamos muito o rosto e a ausência de alguns elementos. O Luís trabalha muito a ausência da face, enquanto eu trabalho a ausência dos olhos. Isso nunca foi uma escolha em que sentamos e decidimos fazer igual. Foi algo que já trabalhávamos individualmente e fomos aprofundando, até percebermos essa coincidência”, explicou Machado.

Corrêa destacou que suas obras procuram preservar a essência das pessoas retratadas, permitindo que o observador complete mentalmente os traços que não estão presentes na imagem.

“O trabalho do meu pai, por exemplo, permite perceber que ele tem o cabelo ruivo e as vestes características, mas existe a ausência do rosto. Fiz uma experiência com a minha família e todos conseguiram identificá-lo, mesmo sem a presença dos traços faciais”, pontuou.

Já o artista Heitor Machado contou que a escolha pela ausência dos olhos surgiu a partir de sua pesquisa de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), em que explorava os cinco sentidos humanos no processo artístico. 

“O globo ocular era retirado da face, mas os olhos ainda apareciam de alguma forma. Depois da pesquisa e de compreender melhor o meu próprio trabalho, percebi que não queria desenhar os olhos, porque, como eles representavam todo o processo, não poderiam ficar restritos a um único símbolo. Eu os retiro para que estejam presentes na arte como um todo, mas, ao mesmo tempo, não apareçam de forma explícita. Isso me dá uma liberdade maior para trabalhar outras partes do rosto”, explicou. A exposição permanece aberta à visitação até 31 de agosto.

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