A Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou, na manhã desta quarta-feira (5), uma operação para desarticular um grupo investigado por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, agiotagem e associação criminosa. A ação foi coordenada pela Delegacia de Combate às Drogas (DECOD), do Departamento de Investigação Criminal (DIC) de Criciúma.
Ao todo, foram cumpridas 19 ordens judiciais, sendo 15 mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão. Os quatro alvos foram presos durante a operação.
Segundo a investigação, o principal investigado, além de atuar no tráfico de drogas, teria estruturado um esquema para movimentar e ocultar valores provenientes das atividades ilícitas. Conforme a Polícia Civil, o grupo utilizava terceiros e bens registrados em nome de outras pessoas para esconder o patrimônio, além de realizar empréstimos de dinheiro com cobrança de juros abusivos, prática conhecida como agiotagem.
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As medidas judiciais também resultaram no bloqueio e na apreensão de bens que, somados aos imóveis e veículos sequestrados, ultrapassam R$ 3 milhões. Entre os bens alcançados estão uma caminhonete Volkswagen Amarok, um motorhome e cavalos de alto valor. Apenas um dos animais foi avaliado em aproximadamente R$ 300 mil.
A Polícia Civil esclareceu que o proprietário do estábulo onde o cavalo estava alojado não possui qualquer relação com os crimes investigados. Segundo a corporação, a medida judicial atingiu exclusivamente o animal por estar vinculado ao patrimônio dos investigados, sem qualquer envolvimento do responsável pelo estabelecimento.
As diligências foram realizadas em diversos endereços nos municípios de Criciúma, Içara e Nova Veneza. Durante a operação, as equipes buscaram localizar documentos, aparelhos eletrônicos, valores, veículos e outros elementos que possam contribuir para o aprofundamento das investigações sobre a movimentação financeira, a ocultação patrimonial e as atividades criminosas.
A operação contou com o apoio das demais delegacias que integram o DIC de Criciúma, de todas as delegacias da 6ª Delegacia Regional de Polícia, do Núcleo de Operações com Cães (NOC) e do Serviço Aeropolicial (SAER).
De acordo com a Polícia Civil, as investigações prosseguem com a análise dos materiais apreendidos, o rastreamento das movimentações financeiras e a individualização da participação de cada um dos envolvidos no esquema criminoso.







