Publicidade

Integrantes de esquema de tele-entrega de drogas são condenados a mais de 84 anos de prisão em Tubarão

Investigação da DIC desarticulou grupo que utilizava aplicativos de mensagens, entregadores motorizados e contas de "laranjas" para traficar drogas e lavar dinheiro

Uma investigação conduzida pela Delegacia de Investigação Criminal (DIC) de Tubarão resultou na condenação de 12 integrantes do grupo criminoso conhecido como “Equipe Barão”, apontado como responsável por um esquema estruturado de tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de capitais na região.

De acordo com a Polícia Civil, o grupo operava um serviço de tele-entrega de entorpecentes, principalmente maconha e cocaína, com atendimento diário e ininterrupto. As drogas eram trazidas da região de fronteira em Foz do Iguaçu (PR) e distribuídas aos usuários por meio de entregadores motorizados.

As investigações apontaram que a organização possuía uma estrutura profissionalizada, com divisão de funções entre seus integrantes. A liderança coordenava as operações à distância por meio de aplicativos de mensagens, repassando os pedidos aos responsáveis pelas entregas.

Para ocultar a origem dos valores obtidos com o tráfico, a organização utilizava contas bancárias registradas em nome de terceiros, conhecidos como “laranjas”. Segundo a Polícia Civil, a movimentação financeira identificada alcançou centenas de milhares de reais em depósitos fracionados, posteriormente destinados aos líderes do grupo e à aquisição de novos carregamentos de drogas.

Ao longo da investigação, foram identificados 12 envolvidos com participação comprovada no esquema criminoso. Eles exerciam funções de liderança, gerência operacional, logística, transporte interestadual de drogas, armazenamento em depósitos clandestinos, entregas, fornecimento de veículos e cessão de contas bancárias para ocultação patrimonial.

Com base no conjunto de provas reunido durante o inquérito e a ação penal, o Poder Judiciário condenou todos os 12 réus. Somadas, as penas ultrapassam 84 anos de reclusão. O apontado como líder da organização recebeu a maior condenação, superior a 16 anos de prisão.

A informação foi divulgada pela Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da Delegacia de Investigação Criminal (DIC) de Tubarão.

WhatsApp
Facebook

Receba as principais notícias de
Urussanga e região em seu WhatsApp.
Participe do grupo!

Mais Lidas

Publicidade
Publicidade