Um consultório localizado na região central de Araranguá foi interditado pela Polícia Civil nessa terça-feira (6), durante o cumprimento de uma decisão judicial contra um psicanalista investigado por suspeitas de crimes contra a dignidade sexual.
A investigação é conduzida pela Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (Dpcami) e começou após uma mulher procurar a polícia para relatar uma situação ocorrida durante um atendimento. Com o avanço das diligências, outras mulheres também prestaram relatos envolvendo o profissional.
Entre os crimes investigados estão violação sexual mediante fraude e importunação sexual. De acordo com a Polícia Civil, os depoimentos reunidos até agora apontam para possíveis vítimas diferentes e situações que teriam ocorrido em momentos distintos. Os relatos incluem supostos contatos físicos e abordagens de natureza sexual durante os atendimentos.
A partir das informações reunidas no inquérito, a autoridade policial solicitou medidas cautelares, que foram autorizadas pela Vara Regional de Garantias da Comarca de Criciúma. Além da interdição do consultório, a decisão suspendeu o exercício de atividades de psicanalista, terapeuta e atendimentos individuais, tanto presenciais quanto pela internet.
O investigado também está proibido de divulgar ou oferecer esses serviços. O espaço profissional foi lacrado durante a operação desta terça-feira.
O psicanalista não estava no local no momento da diligência. Por isso, os policiais cumpriram a determinação referente à interdição imediata do espaço. A ação contou com policiais da Dpcami de Araranguá e acompanhamento de uma oficial de Justiça.
A Polícia Civil ressalta que o caso ainda está sob investigação e orienta que possíveis novas vítimas procurem a Dpcami de Araranguá ou qualquer unidade da Polícia Civil. Os canais podem ser utilizados para registrar ocorrências ou buscar orientações sobre como proceder.





