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Samae de Urussanga passa a identificar risco de falta de água antes que problema chegue às torneiras

Sistema de telemetria monitora reservatórios em tempo real e permite que equipes atuem antes que o desabastecimento seja percebido pela população

O que antes muitas vezes só era percebido quando a água já havia faltado nas torneiras agora pode ser identificado antecipadamente pelo Samae de Urussanga. Com um sistema de telemetria, a autarquia acompanha em tempo real os níveis dos principais reservatórios e pontos do sistema de abastecimento, permitindo que as equipes percebam alterações e tomem providências antes que o problema chegue à população.

“A grande vantagem é justamente essa: a gente consegue identificar uma alteração antes que ela chegue na ponta, antes que o morador perceba que está faltando água. A partir desse alerta, conseguimos verificar o que está acontecendo e tomar uma providência”, explica Renato Bez Fontana, diretor do Samae e vice-prefeito de Urussanga.

A tecnologia começou a ser implantada no final do ano passado e passou a ser utilizada de forma mais efetiva desde o início deste ano. A partir de uma central instalada na sede do Samae, no Centro, os funcionários conseguem acompanhar informações de diferentes pontos do município. Há também uma central na Estação de Tratamento de Água (ETA) principal, no bairro De Villa.

O sistema permite acompanhar os principais reservatórios e as nove estações de tratamento de água localizadas no interior. Quando o nível de um reservatório começa a cair, por exemplo, a equipe recebe um alerta e pode verificar o que está acontecendo e buscar uma solução antes que o abastecimento seja interrompido.

“Hoje a gente consegue enxergar o sistema praticamente em tempo real. Se o nível começa a baixar, a equipe já recebe essa informação e consegue agir. Isso muda bastante a forma de trabalhar, porque deixamos de esperar a reclamação para depois procurar onde está o problema”, destaca Renato.

Além de prevenir a falta de água, a telemetria permite acompanhar os níveis dos reservatórios continuamente. Durante um dos monitoramentos, por exemplo, os registros indicavam 91% em um reservatório, 85% em outro e 83% em um terceiro. Santa Luzia estava com 71%, Belvedere com 94% e Rio Maior com 97%. O Rio Salto também estava sendo acompanhado.

“A gente consegue ter uma fotografia do abastecimento naquele momento. Sabemos como estão os níveis dos reservatórios e podemos acompanhar a evolução. Isso dá muito mais segurança para a tomada de decisão”, afirma o diretor.

A mudança também reduz o tempo de resposta das equipes. Com as informações disponíveis em tempo real, o Samae consegue agir de maneira preventiva e direcionar os funcionários para outras atividades quando não há necessidade de deslocamento até determinado ponto apenas para verificar o funcionamento do sistema.

Câmeras também auxiliam no monitoramento

Outro recurso integrado ao monitoramento são as câmeras instaladas em locais estratégicos. As imagens dos principais reservatórios e represas podem ser acompanhadas à distância e ajudam a verificar se há movimentações ou situações fora da normalidade. Também é possível observar locais onde as equipes estão trabalhando. “A câmera também ajuda muito porque, além dos dados da telemetria, conseguimos visualizar o local. Se existe alguma situação diferente, a equipe consegue verificar primeiro pela central e, se for necessário, fazer o deslocamento”, explica Renato.

A tecnologia ainda está sendo ampliada. Entre os próximos pontos que devem receber o monitoramento estão Vila Romana e Rancho dos Bugres. No caso do Rancho dos Bugres, ainda é necessária a implantação da rede, mas a intenção é incorporar o local ao sistema depois que essa etapa for concluída.

A automação das bombas também faz parte dos próximos passos. O Samae já consegue controlar remotamente uma bomba localizada no Rio Maior e pretende automatizar as novas bombas que serão instaladas. Com a estrutura, será possível acompanhar o funcionamento por câmeras e ligar ou desligar os equipamentos à distância, conforme a necessidade, sem que os funcionários precisem se deslocar.

“A ideia é ampliar cada vez mais essa automação. Em alguns pontos, vamos conseguir ligar e desligar as bombas remotamente, acompanhar pelas câmeras e tomar a decisão sem precisar mandar uma equipe até o local somente para fazer esse procedimento”, explica o diretor.

Para o Samae, a telemetria representa uma mudança na gestão do abastecimento, com mais eficiência, segurança, economia de deslocamentos e redução de perdas de água. A principal diferença para a população, porém, está na possibilidade de o problema ser identificado antes de se transformar em falta de água. “É uma mudança importante na gestão. A tecnologia ajuda a gente a trabalhar de forma mais preventiva, reduz deslocamentos e permite identificar situações que, antes, muitas vezes só eram percebidas quando o morador já estava sem água”, ressalta Renato.

O monitoramento também conta com profissionais responsáveis pela qualidade da água. Na ETA principal, no bairro De Villa, Bruno Coelho é o responsável pelo acompanhamento da qualidade, enquanto a equipe da sede monitora a parte operacional do sistema. Dessa forma, diferentes profissionais acompanham continuamente o abastecimento e a qualidade da água distribuída à população.

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