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Projetos da Amrec passam por avaliação técnica no programa Avança SC

Oito propostas voltadas à inovação e à diversificação econômica da Região Carbonífera são analisadas por especialistas para orientar o desenvolvimento regional até 2035

A Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec) participou das sabatinas técnicas do programa Avança SC, que avaliaram oito projetos estratégicos para o desenvolvimento econômico regional. As apresentações integraram a 2ª Semana de Capacitação Executiva do programa, realizada entre os dias 19 e 22 de outubro, em parceria com a Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan) e o Observatório Fiesc. O encontro teve como objetivo aprimorar as propostas que buscam colocar a Região Carbonífera entre as três economias de maior complexidade produtiva de Santa Catarina até 2035.

Para o presidente da Amrec e prefeito de Criciúma, Vagner Espíndola, o Vaguinho, a elaboração de projetos regionais permite identificar oportunidades de desenvolvimento que ultrapassam os limites de cada município. “Precisamos olhar para a região como um todo e entender onde estão as oportunidades de crescimento. Muitas dessas ideias vão além de um município só. Com esse trabalho, conseguimos planejar juntos, aproveitar o potencial que já temos e buscar novos investimentos para gerar empregos e movimentar a economia da nossa região”, destacou Vaguinho.

Atualmente na quinta colocação do índice estadual de complexidade produtiva, a Região Carbonífera pretende alcançar a terceira posição por meio da diversificação das atividades econômicas, da incorporação de novas tecnologias e do desenvolvimento de produtos e serviços de maior valor agregado.

Os oito projetos foram estruturados por uma equipe técnica regional liderada pelo diretor-executivo da Amrec, Sandro Martins, pelo professor e pesquisador Thiago Fabris, vinculado à Prefeitura de Criciúma e ao Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Socioeconômico da Unesc, e pelo agente de inovação da Amrec, Guilherme Zock.

As propostas foram elaboradas com base nos conceitos de complexidade econômica e diversificação inteligente. Na prática, a estratégia busca aproveitar o conhecimento, a estrutura industrial e a capacidade técnica já existentes na região para desenvolver novas atividades produtivas, ampliar a competitividade das empresas e abrir oportunidades em novos mercados.

Oito projetos para diversificar a economia regional

A carteira apresentada reuniu seis frentes setoriais e duas transversais, contemplando diferentes atividades econômicas da Região Carbonífera.

Na indústria, as propostas incluíram o desenvolvimento de máquinas, sistemas de automação, robótica e equipamentos avançados para setores como cerâmica e mineração. Outra frente contemplou soluções em software, inteligência artificial e digitalização dos processos produtivos.

Na área de materiais avançados, foram apresentados projetos voltados a pesquisas em cerâmicas técnicas, novos revestimentos, polímeros especiais e produtos de baixo carbono. Já na área ambiental, as iniciativas envolveram saneamento, reaproveitamento de resíduos, energias renováveis e transição energética.

Também foram apresentadas propostas para aproximar hospitais, universidades e empresas de tecnologia, com foco em dispositivos médicos, telemedicina e soluções de diagnóstico. No setor de moda e vestuário, a estratégia prevê estimular o uso de tecidos inteligentes, automação e processos produtivos mais sustentáveis.
As duas frentes transversais abordaram turismo, economia criativa e identidade territorial, além de educação, ciência, inovação e formação de talentos. O objetivo é conectar diferentes setores econômicos e preparar profissionais para as novas demandas do mercado.

Durante as sabatinas, especialistas de diferentes áreas avaliaram a viabilidade dos projetos, sua relação com as atividades econômicas da região e as possibilidades de execução. As bancas também fizeram questionamentos e apresentaram recomendações para o aperfeiçoamento das propostas.

As contribuições recebidas serão incorporadas à elaboração dos Cadernos de Diretrizes Territoriais, documentos que vão orientar as próximas etapas, a articulação de parcerias e a busca por recursos para viabilizar os projetos.

Frentes de desenvolvimento econômico da Região Carbonífera

  1. Indústria e mobilidade: desenvolvimento de máquinas, automação, robótica e equipamentos avançados.
  2. Tecnologia e digitalização: inteligência artificial, softwares e soluções digitais para a indústria.
  3. Materiais avançados: cerâmicas técnicas, novos revestimentos e produtos de baixo carbono.
  4. Meio ambiente e energia: saneamento, reaproveitamento de resíduos, energias renováveis e transição energética.
  5. Saúde e tecnologia médica: dispositivos médicos, telemedicina e diagnósticos avançados.
  6. Moda e vestuário: tecidos inteligentes, automação e produção sustentável.
  7. Turismo e economia criativa (transversal): valorização da identidade regional e desenvolvimento do turismo.
  8. Educação e inovação (transversal): formação profissional, pesquisa, tecnologia e desenvolvimento de talentos.
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