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Nova normativa deve facilitar ligação de energia em áreas da União no litoral, diz deputada

Geovânia de Sá também cobra urgência na votação de projeto que trata da nova linha

Uma mudança recente em normativa federal deve destravar a ligação de energia elétrica em imóveis localizados em áreas da União ao longo do litoral de Santa Catarina. A informação foi confirmada pela deputada federal Geovânia de Sá, durante entrevista ao programa Adelor Lessa,na Rádio Som Maior.

Segundo a parlamentar, a alteração elimina a necessidade de anuência da Secretaria do Patrimônio da União para ligações e religações de energia em imóveis situados em terrenos pertencentes à União. A medida, já aprovada e aguardando publicação oficial, deve reduzir a burocracia e facilitar o acesso ao serviço básico para moradores dessas áreas.

“Isso elimina um espaço muito burocrático que dificultava o acesso à energia. Agora, a normativa será essa, sem necessidade de anuência da SPU”, explicou a deputada. A expectativa é que a mudança tenha impacto em todo o Estado, especialmente em regiões litorâneas onde há grande número de residências em terrenos federais.

A deputada também destacou que o próximo passo é avançar em medidas relacionadas às áreas de proteção ambiental, como a APA da Baleia Franca. Nesse caso, o objetivo é reduzir a necessidade de autorizações do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade para determinados processos, o que, segundo ela, deve garantir mais agilidade e segurança jurídica.

Projeto enfrenta entraves em Brasília

Paralelamente, Giovânia de Sá afirmou que segue aguardando o avanço do projeto de lei que trata da delimitação da APA da Baleia Franca. De acordo com ela, já há assinaturas suficientes para que o requerimento de urgência seja levado ao plenário da Câmara dos Deputados.

A estratégia busca acelerar a tramitação da proposta, retirando-a das comissões temáticas, onde enfrenta resistência, especialmente de parlamentares com atuação voltada à pauta ambiental.

“Há deputados cuja principal bandeira é o meio ambiente, e eles acabam atuando para que o projeto não avance nas comissões”, disse. Apesar disso, a deputada afirmou que não identificou, até o momento, oposição direta de parlamentares catarinenses à proposta.

A expectativa agora é que o requerimento de urgência seja pautado pelo presidente da Câmara, permitindo que o projeto seja analisado diretamente em plenário nos próximos dias.

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