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Novas mortes acendem alerta sobre envenenamento de gatos em Urussanga; saiba como denunciar

Dois animais foram encontrados mortos entre terça e quarta-feira; Município acompanha os casos e Polícia Civil apura registros já formalizados

O alerta sobre possíveis envenenamentos de animais voltou a preocupar moradores da região central de Urussanga. Uma gata foi encontrada morta na terça-feira (8) e outra nesta quarta-feira (9), ambas no centro da cidade. Segundo o grupo Quatro Patinhas, a situação vem sendo registrada há meses e já ultrapassaria dez gatos mortos por suspeita de envenenamento na rua e em seus arredores. A entidade também afirma que uma das gatas encontradas estava prenha.

Em publicação nas redes sociais, o grupo relembrou ainda o caso de Sonora, uma gata que durante anos viveu na Rádio Marconi e foi encontrada morta há cerca de 20 dias. Diante dos novos relatos, a Quatro Patinhas voltou a pedir que moradores que tenham informações, tenham presenciado alguma situação suspeita ou possuam imagens de câmeras de segurança procurem as autoridades. O grupo reforça que os casos precisam ser denunciados para que possam ser investigados.

Município acompanha os casos e orienta tutores

O Município, por meio do setor responsável pelo bem-estar animal, informou que acompanha os relatos e orienta os tutores a registrarem Boletim de Ocorrência. A equipe afirma ter conhecimento de outros casos além do registro realizado nesta quarta-feira e explica que uma das dificuldades para identificar a causa das mortes é o estado em que muitos animais são encontrados. Como as mortes ocorreriam durante a noite, alguns são localizados somente horas depois, já em avançado estado cadavérico, o que pode inviabilizar uma necropsia adequada.

Em um caso anterior, ocorrido na localidade de Santa Luzia, foi possível realizar a necropsia. O exame não identificou achados toxicológicos, mas apontou verminose moderada associada à desnutrição e cistite linfoplasmocitária multifocal moderada. Por isso, o Município ressalta que, até o momento, não é possível afirmar tecnicamente que as mortes estejam sendo provocadas por intoxicação.

Mesmo sem uma confirmação, a semelhança observada em alguns dos animais analisados e nas imagens encaminhadas pelos tutores chamou a atenção das equipes. Outro ponto considerado relevante é a concentração maior dos relatos na região central de Urussanga. A orientação é para que cada tutor que tenha perdido um animal em circunstâncias consideradas anormais faça seu próprio registro, permitindo reunir os casos e fornecer mais elementos para uma eventual investigação de uma ocorrência sistemática.

O Município informou que continuará registrando as informações recebidas e colaborando com os órgãos de investigação, enquanto aguarda a formalização dos demais relatos pelos respectivos tutores.

De acordo com a Polícia Civil, os casos que já possuem Boletim de Ocorrência estão sendo apurados.

Envenenar animais é crime

O envenenamento de animais é considerado crime de maus-tratos, previsto no artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais. Quando a vítima é cão ou gato, a pena prevista é de reclusão de dois a cinco anos, além de multa e proibição da guarda de animais. A legislação estabelece ainda aumento da pena quando o crime resulta na morte do animal.

Em casos de suspeita de envenenamento, a orientação é registrar Boletim de Ocorrência e preservar possíveis evidências, como imagens de câmeras, fotografias e outras informações que possam auxiliar na investigação. Quanto mais rápido o caso for comunicado, maiores são as possibilidades de reunir elementos que ajudem na identificação de um eventual responsável.

Como denunciar

Casos de maus-tratos e suspeitas de envenenamento podem ser denunciados à Polícia Militar, pelo 190, especialmente em situações de flagrante ou emergência; à Polícia Civil, pelo Disque-Denúncia 181; e ao Conselho Municipal de Bem-Estar Animal (COMBEA) de Urussanga, pelo telefone (48) 99674-7049. Também é possível procurar a Ouvidoria do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), pelo 127.

Os tutores também podem registrar o Boletim de Ocorrência pela Delegacia Virtual da Polícia Civil e encaminhar fotos, vídeos ou outras provas. A recomendação é informar o local e o horário da ocorrência e, quando possível, características de pessoas ou situações consideradas suspeitas.

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