Por Atna Arquitetura — Arquitetas Leka Costa e Maria Eduarda Meneguel
No universo dos negócios, a arquitetura também comunica. A chegada à empresa pode revelar sua marca, seu cuidado e a forma como ela trabalha — antes mesmo de alguém dizer “bom dia”.
Nesta edição, a Tempera Arch&Brand vai ocupar um pouquinho do espaço da Atna para falar com propriedade sobre arquitetura para o mundo dos negócios. Nossa nova frente é dedicada à arquitetura comercial e corporativa, conectando os espaços à identidade e ao posicionamento das empresas. A Atna Arquitetura segue com o olhar voltado aos espaços residenciais, aos lares e às famílias. São especialidades diferentes, pensadas para responder melhor às necessidades de cada universo.
Assim sendo, vamos retomar o assunto: a recepção não é apenas um lugar para esperar. Quem chega percebe a escala do espaço, a iluminação, os materiais, a circulação e a atenção aos detalhes. Essa primeira leitura pode aproximar a experiência daquilo que a empresa realmente entrega — ou criar uma distância entre a qualidade do serviço e a imagem transmitida pelo ambiente.
Projetar uma recepção corporativa vai além de escolher um balcão bonito ou uma poltrona confortável. É preciso entender o que a empresa quer que o cliente perceba. Uma banca jurídica pode transmitir precisão sem parecer austera; uma empresa de tecnologia pode ser sofisticada sem se tornar fria. Quando a arquitetura traduz o posicionamento da marca, o espaço passa a participar da conversa comercial.
“A recepção já comunica antes de qualquer apresentação. Ela pode transmitir cuidado, posicionamento e até a complexidade do serviço oferecido pela empresa”, observa Maria Eduarda Meneguel.

A marca não aparece no espaço apenas em um logotipo na parede ou nas cores da identidade visual. Ela ganha forma na experiência: no modo como o cliente é recebido, na facilidade de entender para onde ir, no conforto enquanto espera e na privacidade oferecida para uma conversa. O projeto precisa considerar tanto a imagem que a empresa deseja transmitir quanto o que acontece, de fato, no ambiente.
Materiais, proporções, luz, mobiliário e circulação são escolhas que constroem essa percepção. Uma empresa que valoriza proximidade pode buscar uma chegada mais acolhedora e menos protocolar. Uma marca que precisa transmitir precisão pode expressar isso na organização, na clareza dos percursos e na escolha dos acabamentos. Não existe uma receita única: as decisões dependem da identidade, do público e do serviço de cada negócio.

O problema aparece quando as escolhas poderiam pertencer a qualquer empresa. Mármore, madeira e iluminação sofisticada podem compor um ambiente bonito, mas não garantem identidade. Sem uma intenção clara, o espaço corre o risco de dizer pouco sobre a marca que representa.
“Não começamos escolhendo o mármore ou a cor da parede. Primeiro, precisamos entender o que aquela empresa quer que as pessoas percebam quando entram”, explica Leka Costa.
Essa intenção também precisa chegar ao cliente de maneira legível. Ele deve conseguir perceber onde está, como será atendido e que tipo de relação a empresa propõe. Um percurso confuso, uma espera desconfortável ou um ambiente que não combina com o serviço podem enfraquecer essa mensagem. Quando forma e funcionamento caminham juntos, a arquitetura torna a marca mais concreta e coerente.

É desse encontro entre arquitetura e branding que nasce a Tempera Arch&Brand: uma proposta para pensar os espaços das empresas a partir da identidade e do posicionamento de cada marca. Acreditamos que cada negócio merece uma especialidade capaz de desenvolver melhor o seu papel. A Atna fala com lares e famílias; a Tempera, com negócios.
“São universos diferentes, com necessidades próprias. A Atna tem um olhar voltado às casas e às famílias; com a Tempera, levamos nossa experiência para o mundo dos negócios”, afirmam Leka Costa e Maria Eduarda Meneguel.
Não se trata apenas de desenhar uma recepção. Trata-se de fazer o espaço trabalhar junto com a empresa: acolher, orientar, transmitir confiança e sustentar seu posicionamento. Afinal, a marca começa antes da conversa.
Leka Costa e Maria Eduarda Meneguel
Arquitetas da Atna Arquitetura e fundadoras da Tempera Arch&Brand





