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Escutar também é cuidar: EEF Lucas Bez Batti mobiliza estudantes no Setembro Amarelo

As ações do Setembro Amarelo envolveram os estudantes em momentos de escuta, diálogo e participação, promovendo na escola conversas sobre valorização da vida, respeito e a importância de pedir ajuda

Fotos: Especial Portal Conexão Sul
Fotos: Especial Portal Conexão Sul

A Escola de Ensino Fundamental (EEF) Lucas Bez Batti, localizada na comunidade de Santana, em Urussanga (SC), carrega mais de 70 anos de história dedicados à educação da comunidade local. Ao longo de sua trajetória, a escola acompanha gerações e participa da formação de crianças e adolescentes, mantendo também um olhar atento para temas que fazem parte da vida para além da sala de aula.

Foi nesse contexto que, durante o mês de setembro, a escola desenvolveu diferentes ações alusivas ao Setembro Amarelo, campanha de conscientização sobre a valorização da vida e a prevenção do suicídio.

Mais do que uma programação voltada a uma única data, as ações abriram espaço para falar sobre sentimentos, saúde mental, respeito, prevenção das violências e a importância de buscar ajuda diante de situações de sofrimento.

Nas aulas de Ensino Religioso, o professor Alisson Florsovski Guse trabalhou com os estudantes o tema “Descobrindo a importância da valorização da vida”. As atividades proporcionaram momentos de conversa e reflexão sobre o cuidado consigo mesmo e com o outro, o respeito às diferenças, a prevenção das violências e a importância de procurar apoio quando necessário.

Palavras que ganharam espaço

Entre as ações desenvolvidas, os estudantes produziram frases de conscientização sobre respeito, prevenção das violências e valorização da vida. As mensagens foram utilizadas na composição do mural do Setembro Amarelo, instalado na escola como parte das atividades realizadas ao longo do mês.

Ao participar diretamente das ações, os alunos deixam de ser apenas espectadores e assumem o papel de protagonistas na construção das reflexões propostas pela escola. Quando podem expressar suas próprias ideias, sentimentos e percepções, a temática se aproxima de suas vivências e ganha significado para quem está aprendendo.

Produzidas pelos próprios estudantes, as frases traduzem parte das reflexões trabalhadas em sala de aula e mostram como a participação pode transformar uma proposta em uma experiência que dialoga com a realidade da turma. As palavras ganharam espaço no ambiente escolar e passaram a alcançar também professores, funcionários e demais integrantes da comunidade.

Mais do que compor um mural, as produções dos alunos registram aquilo que eles compreenderam e quiseram comunicar. Dessa forma, o Setembro Amarelo deixa de ser apenas uma campanha trabalhada em determinado período e passa a ser uma oportunidade para que os próprios estudantes reflitam, se expressem e contribuam para uma cultura de respeito, escuta e cuidado.

Falar sobre a vida precisa ser uma prática diária

As ações realizadas pela EEF Lucas Bez Batti também reforçam uma reflexão que ultrapassa o mês de setembro: falar sobre saúde mental, sentimentos e valorização da vida precisa fazer parte do cotidiano.

Cada escola, respeitando sua realidade e sua comunidade, pode criar espaços de diálogo, informação e acolhimento, envolvendo estudantes, profissionais e famílias. Conversar sobre sentimentos, reconhecer situações de sofrimento e orientar sobre a busca por ajuda também fazem parte do processo educativo.

Ao promover essas ações, a EEF Lucas Bez Batti reforça que educar vai além dos conteúdos curriculares. Também significa ensinar a cuidar de si, respeitar o outro, pedir ajuda e reconhecer que ninguém precisa enfrentar sozinho um momento difícil.

Em uma escola com mais de sete décadas de história, novas gerações continuam aprendendo. E, entre tantos conhecimentos que fazem parte dessa caminhada, permanece uma mensagem que merece ser lembrada todos os dias: toda vida importa.

Um depoimento sobre a importância de acolher

Como contribuição, a psicóloga Katia Regina Meneghel compartilha uma reflexão sobre o Setembro Amarelo e a importância de transformar a escuta e o acolhimento em atitudes presentes no cotidiano:

“Falar sobre o Setembro Amarelo é falar sobre a vida.

Mas, acima de tudo, é lembrar que essa conversa não deve acontecer apenas em setembro.

Todos os dias, alguém pode estar enfrentando uma dor que não conseguimos enxergar. Por isso, precisamos aprender a olhar com mais atenção, ouvir sem julgamentos e acolher com mais empatia.

Às vezes, um simples ‘você está bem?’, um abraço, uma escuta ou a presença de alguém pode fazer diferença na vida de uma pessoa.

Que possamos ensinar nossas crianças e nossa sociedade que pedir ajuda não é sinal de fraqueza. Que falar sobre sentimentos é importante. Que ninguém precisa enfrentar suas dores sozinho.

Como psicóloga e como alguém que acredita no poder do acolhimento, desejo que possamos contribuir para construir espaços onde as pessoas se sintam seguras para falar, sentir e pedir ajuda.

Que a gente escolha cuidar.
Que a gente escolha ouvir.
Que a gente escolha acolher.
Que a gente escolha valorizar a vida.”

Com informações de Simone das Graças Nogueira Feltrin/Divulgação

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