Uma rua foi o ponto de partida para uma história sobre amizade, respeito e inclusão. É a partir dessa ideia que o curta-metragem “Do outro lado da rua”, produzido por alunos da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Criciúma (Apae) de Criciúma, apresenta o encontro entre duas pessoas e mostra como conhecer o outro pode ser o primeiro passo para superar diferenças. O trabalho será um dos itens apresentados no 13° Festival Estadual Nossa Arte, que acontecerá entre os dias 19 e 22 de outubro de 2026, no AM Master Hall, em Criciúma.
A obra audiovisual foi produzida em novembro de 2025 de forma simples, com um celular e a participação de alunos e professores em diferentes etapas. O curta conta a história de uma menina com síndrome de Down que observa um menino cadeirante do outro lado da rua e começa a se perguntar como é a vida dele, até que sua mãe a leva para conhecê-lo e desse encontro nasce uma linda amizade.
“É uma história sobre a inclusão, respeito e sobre a importância de conhecer o outro, sem deixar que as diferenças criem barreiras”, ressalta a professora de Artes, Rosimeiri Silveira Nandi de Bitencourt, uma das responsáveis pelo curta-metragem.
De acordo com a profissional, o objetivo dessa produção foi proporcionar aos educandos uma vivência artística diferente do que eles estão acostumados. “Foi uma experiência muito rica, onde os alunos participaram praticamente de todo o processo, cada um dentro de suas possibilidades”, destaca Rosimeiri.
Além da especialista em artes, a produção também contou com o apoio das professoras Josane Burato Clezar e Adriana Silva Melo.
Festival Nossa Arte, das APAEs de Santa Catarina
O conteúdo audiovisual já foi apresentado na etapa regional do Festival Nossa Arte, no início deste ano, e agora vai para a etapa estadual, buscando a premiação. “Será um momento lindo, que irá proporcionar para os educandos momentos de interação, socialização, reconhecimento, inclusão e muita amizade”, destaca a professora.
Segundo ela, a arte contribui de forma significativa para o desenvolvimento da autonomia e expressão dos educandos, pois eles mostram suas habilidades, sentimentos, ideias e potencialidades. “Esse é momento de celebração da vida, dos talentos e das potencialidades das pessoas com deficiência. Realizar mais uma edição desse evento significa reafirmar nosso compromisso com a inclusão, a valorização humana e o direito à cultura e à expressão artística”, completa a coordenadora pedagógica da Apae, Daiane Rodrigues Rezende Rubbo.
Trabalho de assessoria voluntária da disciplina de Assessoria de Comunicação, do curso de Jornalismo do Centro Universitário SATC, sob supervisão da professora Nádia Couto
Assista ao curta-metragem:
https://drive.google.com/file/d/1B6xI5rvpYJ5kG5nb48JPmSiA7E8AzHxQ/view





