A casca do coco verde, que normalmente seria descartada como resíduo, está sendo transformada em biocarvão para um projeto de pesquisa voltado à geração de energia. Um carregamento de 880 quilos do material foi levado para uma usina no Ceará, onde será utilizado em testes junto ao carvão mineral.
O biocarvão foi produzido pela Universidade Estadual do Ceará (Uece), no Laboratório de Conversão Energética e Inovação, construído com recursos do projeto. A iniciativa prevê um teste de combustão em escala industrial na caldeira da usina, programado para outubro deste ano.
Para a primeira mistura foram utilizados 87.120 quilos de carvão mineral e os 880 quilos de biocarvão produzidos a partir da casca do coco verde. Ainda serão produzidos aproximadamente 520 quilos do material para completar o volume necessário ao teste.
Além de avaliar o desempenho do combustível, a pesquisa analisa o potencial de redução das emissões de carbono. O biocarvão possui menor teor de enxofre em comparação ao carvão mineral e parte do carbono liberado durante a combustão tem origem biogênica, o que pode contribuir para a redução das emissões e para a geração de créditos de carbono.
O projeto é desenvolvido em parceria entre a Diamante Energia e a Uece e recebeu investimento de R$ 2,7 milhões por meio do programa de Pesquisa e Desenvolvimento (PDI) da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A pesquisa tem duração de 24 meses, com conclusão prevista para dezembro de 2026.






