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Rio Urussanga terá retirada de árvores, troncos e detritos para melhorar escoamento da água

Diagnóstico apresentado nesta segunda-feira aponta ações iniciais e servirá de base para futuras intervenções, incluindo o desassoreamento do rio

A retirada de árvores tombadas, troncos, galhos e outros materiais acumulados que dificultam o escoamento da água está entre as primeiras ações previstas no projeto regional de recuperação do Rio Urussanga. O diagnóstico que irá orientar essas intervenções foi apresentado nesta segunda-feira (17), durante reunião na sede da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec), em Criciúma.

O levantamento foi elaborado pelo Centro Tecnológico SATC e coordenado pelo Consórcio Intermunicipal Multifinalitário da Amrec (CIM-AMREC). O trabalho reuniu atividades de campo, imageamento aéreo, produção de mapas e outros levantamentos técnicos para identificar pontos críticos e definir onde as primeiras intervenções devem ocorrer.

A proposta inicial é atuar sobre obstáculos que restringem a passagem da água e podem agravar alagamentos durante períodos de chuva intensa. A remoção desses materiais será uma das primeiras etapas do projeto, enquanto o diagnóstico também servirá para organizar intervenções posteriores, entre elas o desassoreamento do Rio Urussanga.

A analista ambiental Regina Fernandes, da SATC, explicou que a ação segue o princípio da precaução e busca eliminar obstáculos já identificados no curso do rio. A partir do diagnóstico, os municípios poderão estabelecer as áreas prioritárias e organizar a execução dos trabalhos de maneira conjunta.

O projeto ganhou força diante dos episódios de chuvas intensas e mudanças bruscas nas condições climáticas registrados na região. A presidente do CIM-AMREC e prefeita de Nova Veneza, Ângela Ghislandi, destacou que o levantamento permite transformar as informações técnicas em um planejamento integrado entre os municípios.

Em Morro da Fumaça, os impactos das chuvas também estão entre as preocupações. O prefeito em exercício, Davi Pellegrin, lembrou que períodos de precipitação intensa provocam alagamentos em ruas e imóveis e podem até interromper atividades industriais. Para ele, a identificação dos pontos onde é possível melhorar o escoamento representa uma medida preventiva importante.

O diagnóstico foi desenvolvido por uma equipe multidisciplinar da SATC, com profissionais das áreas ambiental, engenharia, geologia, biologia, agrimensura e geografia. Representantes dos municípios de Içara, Urussanga, Balneário Rincão e Jaguaruna, além de equipes da Defesa Civil, acompanharam a apresentação.

A recuperação do Rio Urussanga é uma das principais prioridades da Amrec para 2026. A expectativa é que, a partir do diagnóstico, sejam definidas as áreas de intervenção e executadas as primeiras ações de limpeza e desobstrução, avançando posteriormente para o projeto de desassoreamento.

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