A previsão para esta quarta-feira (22) é de mais um dia de instabilidade no Sul de Santa Catarina. Segundo o climatologista da Epagri, Márcio Sônego, o tempo permanece nublado, com sensação de abafamento e previsão de chuva durante a tarde e a noite, podendo ocorrer trovoadas isoladas. O alerta ocorre em meio aos avisos emitidos pela Defesa Civil e aos elevados acumulados de chuva registrados nos últimos dias, especialmente no extremo sul do Estado.
De acordo com Sônego, o principal motivo de atenção neste momento é o solo já saturado pela chuva. Em municípios como Jacinto Machado foram registrados 124 milímetros em apenas 24 horas, enquanto Timbé do Sul acumulou 154 milímetros em 48 horas. Em Araranguá, o volume chegou a 114 milímetros. “O solo está bastante úmido e esse é o perigo para os próximos dias, já que ainda há previsão de chuva”, explicou.
A instabilidade continua na quinta-feira (23), porém com precipitações menos intensas ao longo do dia. Conforme o climatologista, a tendência é que o tempo comece a estabilizar entre a noite de quinta e a madrugada de sexta-feira.
Na sexta-feira (24), apesar da presença de muitas nuvens, não há previsão de chuva. As temperaturas devem variar entre 12°C e 22°C, proporcionando um clima mais ameno.
Fim de semana será de tempo firme
A boa notícia é que o fim de semana deverá ser de tempo estável em toda a região Sul. A previsão indica sol entre nuvens tanto no sábado (25) quanto no domingo (26).
No sábado, os termômetros devem chegar aos 22°C, enquanto no domingo as temperaturas sobem e podem alcançar 27°C, favorecendo atividades ao ar livre.
El Niño já influencia o clima
Segundo Márcio Sônego, o fenômeno El Niño já começa a mostrar influência sobre a Região Sul, contribuindo para o aumento das chuvas em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. O climatologista ressalta que uma nova mudança no tempo é esperada para a próxima semana, com previsão de retorno das precipitações a partir de terça-feira.
Enquanto isso, a recomendação é que a população acompanhe os avisos da Defesa Civil, especialmente nas áreas mais suscetíveis a alagamentos e deslizamentos, já que o excesso de umidade mantém o risco elevado mesmo com a redução gradual das chuvas.





