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(Vídeo e fotos) Javalis causam prejuízos em lavouras de Urussanga e preocupam produtores rurais

Ataques têm aumentado nos últimos dias e já atingem plantações de milho, aipim e nascentes de água

Produtores rurais de Urussanga estão enfrentando prejuízos nas lavouras devido à ação de javalis, que vêm sendo registrados com maior frequência no interior do município, em localidades como Santaninha, Rio Carvão e Coxia Rica. O problema, que já era relatado há algum tempo, ganhou intensidade recente, com registros de destruição em plantações e danos ambientais em propriedades rurais.

De acordo com o secretário de Agricultura, Genevalso Cardoso, o “Vardinho”, um dos casos mais recentes ocorreu na comunidade de Santaninha, onde o agricultor Márcio Maccari, precisou antecipar a colheita do milho destinado à silagem após ataques constantes. “Fomos até a propriedade e constatamos o estrago. A área está toda revirada. Além do milho, também foram atingidos aipim e batata. Nossa secretaria está auxiliando na colheita para evitar mais prejuízos”, relatou.

Segundo ele, os javalis têm comportamento destrutivo, fuçando o solo em busca de alimento e água, o que causa danos profundos. “Eles mexem nas lavouras e também nas nascentes. Temos registros de fontes de água praticamente destruídas, porque eles entram para se refrescar e acabam revirando tudo”, explicou.

O secretário destaca ainda que há dificuldade em registrar imagens dos animais, já que eles fogem rapidamente ao perceberem presença humana, seja por barulho ou cheiro. Mesmo assim, a secretaria solicitou a especialistas a instalação de câmeras para comprovar a presença dos javalis, já que ainda há quem confunda os danos com a ação de capivaras.

“A capivara não faz esse tipo de estrago. Ela apenas rói o milho ou amassa o capim nas margens de água. Já o javali arranca planta, revira o solo, destrói tudo. Dá pra ver que parece que a terra foi lavrada”, reforçou.

A caça ao javali é permitida no Brasil, mas segue regras específicas e exige registro e autorização, conforme legislação ambiental. Enquanto isso, produtores seguem apreensivos com os prejuízos.

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