A 3ª sessão ordinária da Câmara Municipal de Cocal do Sul foi realizada excepcionalmente nessa quinta-feira (19), em razão do ponto facultativo de Carnaval na última terça-feira. Mantendo-se o impedimento da Mesa Diretora por decisão judicial nos autos do Mandado de Segurança da Comarca de Urussanga, que suspendeu a Mesa eleita em 16 de dezembro de 2025, e conforme o artigo 15, parágrafo 6º, do Regimento Interno, a vereadora Cirlene Gonçalves Scarpato conduziu os trabalhos. Os vereadores Gilson Clemes e Valdnei da Silva (PL) não compareceram à reunião.
Na tribuna, seis dos sete vereadores presentes fizeram uso da palavra para tratar de temas como infraestrutura, saúde e limpeza urbana, com destaque para a enxurrada registrada na última terça-feira, que atingiu o município e seus desdobramentos.
Toco informa recursos para pista de skate e cobra melhorias em obras e infraestrutura
Na tribuna desta quinta-feira (19), o vereador Vicervanio Bez Fontana, o Toco (MDB) anunciou o recebimento de recursos para o município. “Já está nos cofres da prefeitura, uma emenda do deputado Thiago Zilli no valor de 200 mil reais para cobertura da pista de skate”, declarou, informando ainda a destinação de mais R$ 150 mil por meio de emenda articulada pelo vereador Marcelo Dalló junto ao deputado Pepê Collaço. Segundo ele, os valores somam R$ 350 mil para melhorias na estrutura.
O parlamentar também relatou visitas a pontos do município após cobranças de moradores. Mencionou a situação de uma rua no bairro Boa Vista onde está sendo executado um canal auxiliar e afirmou ter estado no local. Registrou pedido ao secretário de Obras e ao prefeito para que deem atenção à via, citando problemas como esgoto a céu aberto e transtornos aos moradores. Pediu que a empresa responsável agilize os trabalhos.
Toco comentou ainda sobre a obra do Corpo de Bombeiros, afirmando que, em passagem recente pelo local, não verificou trabalhadores atuando na colocação de pavers. “Cobrar para aquela empresa que está colocando aqueles pavers, a agilidade naquela obra”, disse, solicitando andamento ao serviço.
O vereador também solicitou vistoria em ponte próxima à Escola Demétrio Betiol, relatando que, após dragagem e chuvas, a areia teria cedido nas proximidades da estrutura. Segundo ele, é necessário verificar as condições para evitar danos em caso de nova chuva.
Por fim, pediu atenção para a Rua José Aldo Correia, no bairro União, mencionando boca de lobo afetada pelas chuvas.
Glícia agradece melhorias, cobra agilidade em obras e destaca inauguração da clínica Coopercocal Inclusiva
Na tribuna desta quinta-feira (19), a vereadora Glícia Pagnan (MDB) iniciou agradecendo a troca de lâmpadas nas pracinhas do bairro Cristo Rei e na Praça João Carlos Ghislandi, conhecida como pracinha do Bistek. Recordou que a indicação havia sido feita no ano passado e repetida neste ano, e registrou que os espaços estão iluminados e limpos. Destacou que o serviço precisa ser permanente. “É um trabalho que precisa ser contínuo e necessário sempre”.
Ao tratar da conservação dos espaços públicos, relatou que o parquinho do Cristo Rei, recentemente reformado, já apresenta danos em lixeiras, cercas e brinquedos. Disse frequentar o local com o filho e reforçou indicação para instalação de placas com capacidade e faixa etária dos brinquedos, observando que novos reparos poderão ser necessários em breve. “Isso é educação da população e consciência, mas é importante que isso seja feito”, destacou.
A vereadora também comentou a enxurrada registrada na terça-feira, lembrando fala anterior sobre a destinação correta do lixo. Segundo ela, após as chuvas é possível verificar resíduos descartados de forma inadequada, que acabam obstruindo bueiros. Afirmou que a responsabilidade é compartilhada entre poder público e população, defendendo ações de prevenção.
Glícia reforçou a cobrança sobre a obra de drenagem nos fundos do cemitério, citando atraso e transtornos aos moradores, inclusive com comprometimento de uma capela. Pontuou que a empresa executora deve ser cobrada pelo município para evitar prejuízos às famílias.
Ao final, destacou a inauguração da clínica inclusiva da Coopercocal, voltada ao atendimento de crianças com transtorno do espectro autista e outras neurodivergências, ressaltando a importância de iniciativas diante do aumento de diagnósticos. Mencionou ainda o recebimento de carta da Associação Voz Atípica, que relata dificuldades no atendimento no Centro Multiprofissional Municipal já citadas por ela na sessão anterior, e informou que aguarda resposta a requerimento para realização de reunião com pais, profissionais, gestão e vereadores.
Dalló aborda obras, fiscalização de motos e situação da mesa diretora, defendendo nova eleição
Na tribuna desta quinta-feira (19), o vereador Marcelo Dalló (PP) tratou de obras em andamento no município, iniciando pela construção do prédio do Corpo de Bombeiros. Relatou que acompanha diariamente o local. “Realmente eu passo todo dia, quatro ou cinco vezes em frente à obra do Bombeiro.” Disse que a empresa vencedora da licitação é de fora do Estado e que houve atraso no início dos trabalhos de colocação do paver, levando a administração a deslocar servidores da Secretaria de Obras para executar parte do serviço. Segundo ele, “esse é o problema da tal licitação”, mencionando que outras empresas de fora também venceram certames para reformas em escolas.
Sobre a pista de skate, informou que o deputado Pepê Collaço destinou R$ 150 mil, inicialmente para cobertura da estrutura atual, mas que foi discutida a possibilidade de construção de uma pista do tipo “bowl”, voltada ao aprendizado de crianças, com menor risco. Citou ainda o repasse de recursos por parte do deputado Thiago Zilli.
O vereador também abordou reclamações relacionadas ao barulho de motos com descarga aberta em diversos horários. Disse ter conversado com o comandante da Polícia Militar e fez um apelo: “Tenham respeito, principalmente com esse pessoal mais de idade, vamos ter um pouco de respeito.” Defendeu maior fiscalização e aplicação de multas para coibir a prática.
Ao comentar as chuvas da terça-feira, relatou a retirada de um eucalipto de cerca de 12 metros de uma drenagem e o recolhimento de uma lona extensa em boca de lobo, destacando a responsabilidade da população quanto ao descarte de resíduos.
Por fim, falou sobre a situação da mesa diretora da Câmara, mencionando decisão judicial que suspendeu eleição em outro município e defendendo que a Casa realize nova eleição para garantir representação proporcional dos partidos. Afirmou que não houve irregularidades por parte dos vereadores que acionaram a Justiça e pediu que a maioria busque solução interna para evitar paralisação dos trabalhos legislativos.
Maria Luiza defende nova eleição da Mesa Diretora e aborda causas e impactos das chuvas em Cocal do Sul
A vereadora Maria Luiza Da Rolt (PP) utilizou a tribuna para tratar da proporcionalidade na Mesa Diretora e das chuvas que atingiram o município. Ao comentar a fala do vereador Marcelo, afirmou que não há necessidade de paralisação dos trabalhos legislativos e defendeu a realização de nova eleição. “Não há necessidade de parar nada aqui no legislativo em função desse processo”, afirmou, alegando que o caminho é refazer o pleito interno, “respeitando a lei orgânica do município”.
Na sequência, abordou os alagamentos registrados após volume superior a 80 milímetros de chuva em curto período. Informou que foram contabilizados 20 desalojados e aproximadamente 200 pessoas afetadas, conforme plano encaminhado ao Estado. Disse que o município decretou situação de emergência e relatou que equipes estiveram nas ruas durante a noite. Também mencionou a mobilização da assistência social e a realização de campanha para auxiliar famílias que perderam móveis e eletrodomésticos.
A vereadora rebateu críticas publicadas nas redes sociais e declarou: “O que aconteceu em Cocal não foi a questão de boca de lobo entupida” e nem abertura de barragem, mas sim a intensidade da chuva concentrada em poucas horas. Citou fala do coordenador regional da Defesa Civil, Jefferson da Silva, ao afirmar: “O que a gente teve foi uma enxurrada”.
Maria Luiza contextualizou que o município enfrenta problemas estruturais antigos, mencionando o bairro Jardim Elizabeth e a ausência, no passado, de planejamento adequado para escoamento. Recordou investimentos realizados em gestões anteriores do prefeito Ademir, como canal auxiliar, muros de contenção, obras de drenagem e levantamento de áreas de risco. Destacou que ações de prevenção vêm sendo executadas desde 2017 e defendeu a continuidade dos investimentos, afirmando que esse tipo de trabalho deve ser permanente por parte dos governos que passam pelo município.
Marcel pede união após enxurrada e defende prioridade ao acolhimento das famílias
O vereador Marcel Freitas (PSD) afirmou que utilizaria a tribuna como um desabafo e iniciou destacando: “É momento de estender a mão e não de apontar no dedo”. Ao tratar da enxurrada registrada no dia 17, disse que o episódio foi “um lembrete avassalador da força da natureza” e relatou ter presenciado famílias perdendo bens construídos ao longo de anos. Segundo ele, mais do que debates políticos, o momento exige acolhimento às pessoas atingidas.
“Críticas não secam o chão de ninguém, nem devolvem aquilo que foi perdido”, declarou, e defendeu que as energias sejam direcionadas à ajuda concreta. Acrescentou que a cobrança por soluções estruturais deve ocorrer, mas não durante o momento mais crítico, afirmando que a urgência agora é a humanidade. Para Marcel, existe uma linha entre a cobrança política e a falta de sensibilidade, e discussões nas redes sociais não devem se sobrepor à dor das famílias.
Ele informou que esteve nas ruas durante a noite da enxurrada, não apenas como vereador, mas como cidadão, relatando que encontrou outros parlamentares e integrantes da administração auxiliando moradores. Disse que prefeito, vice-prefeito, secretários, Defesa Civil e assistência social estavam mobilizados para atender as ocorrências. Também citou a participação da população, que, segundo ele, se uniu para colaborar no que era possível.
Marcel afirmou que não atribui responsabilidade à gestão atual ou à anterior, mencionando que o volume de chuva foi elevado e que situações semelhantes podem ocorrer novamente. Ao encerrar, registrou a inauguração da clínica da Coopercocal voltada ao atendimento de crianças com TEA, desejando êxito à iniciativa e afirmando que o principal benefício será para as famílias e crianças que necessitam do serviço.
Aninha comenta chuvas da última terça, ressaltando a importância de prevenção e responsabilidade coletiva
A vereadora Cirlene Gonçalves Scarpato, a Aninha (PSD), utilizou a tribuna para tratar das fortes chuvas que atingiram o município na última terça-feira. “Fenômenos climáticos extremos deixaram de ser notícias distantes. Elas estão se tornando parte da nossa realidade”, afirmou, relacionando os episódios às mudanças climáticas apontadas pela ciência ao longo das últimas décadas.
Segundo a vereadora, o planeta está aquecendo e os impactos recaem primeiro sobre a população mais vulnerável. Defendeu investimentos contínuos em prevenção, com planejamento urbano, drenagem eficiente e preservação ambiental, destacando que decisões públicas responsáveis contribuem para proteger vidas. Ressaltou, no entanto, que a responsabilidade não é apenas do poder público.
Aninha relatou que, ao acompanhar os trabalhos após a chuva, identificou uma geladeira descartada no rio atrás da Câmara, utilizando o exemplo para reforçar que a comunidade também precisa rever condutas. Afirmou que o município dispõe de serviço para descarte de resíduos volumosos e que é necessário utilizá-lo de forma adequada. Para ela, o poder público deve planejar e agir, mas os cidadãos também precisam colaborar, destinando corretamente o lixo.
A vereadora registrou que acompanhou as ações realizadas nas ruas e declarou: “Precisamos, sim, investir em prevenção”. Também agradeceu às equipes da administração municipal, secretários, policiais e bombeiros que atuaram na limpeza e no atendimento às famílias atingidas. Disse que o resultado do trabalho já pode ser observado na cidade e atribuiu isso à atuação conjunta das secretarias e servidores envolvidos.
Ao concluir, Aninha afirmou que o objetivo deve ser continuar trabalhando para garantir qualidade de vida à população, com ações de prevenção, planejamento e participação coletiva diante de eventos climáticos que tendem a se repetir.
Confira a Sessão na Íntegra
A próxima Sessão Ordinária de 2026 deve acontecer na próxima terça-feira, 24 de fevereiro, às 19 horas. Antes disso, a presidente Aninha, convocou uma Sessão Extraordinária para a segunda-feira, 23, às 18 horas, para eleição da Mesa Diretora. Siga a Câmara Cocal do Sul nas redes sociais e fique por dentro dos principais acontecimentos do Poder Legislativo: Instagram – Facebook – YouTube.





