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Padrasto e mãe são presos por estupro continuado de adolescente de 12 anos em Grão-Pará

Padrasto mantinha adolescente em cárcere para cometer abusos; mãe é detida por negligenciar relatos e punir a vítima física

Foto: Ilustrativa/Divulgação PCSC
Foto: Ilustrativa/Divulgação PCSC

Uma operação conjunta entre as polícias Civil e Militar foi realizada na prisão preventiva de um homem e de uma mulher no Grão-Pará. O homem é investigado por estupro de vulnerabilidade de forma reiterada contra a enteada, de 12 anos, enquanto a mãe da vítima foi detida por omissão e conivência com os abusos.

O histórico de abusos

As investigações, conduzidas pela Delegacia de Polícia do Grão-Pará, apontam que a violência sexual começou quando uma menina tinha apenas 9 anos. O caso mais recente teria ocorrido na última terça-feira (3), quando o suspeito trancou a casa e escondeu as chaves para evitar que um adolescente saísse, cometendo o crime.

O crime veio à tona após professoras encontrarem um jovem em desespero e chorando no banheiro da escola. Aos prantos, ela afirmou que tinha medo de voltar para casa, o que acionou imediatamente os protocolos de proteção e a investigação policial.

Conivência materna e agressões

A Polícia Civil reuniu provas de que a mãe da adolescente sabia dos abusos. Segundo o inquérito, ela foi informada diversas vezes pela filha, mas descredibilizou os relatos. Além de não proteger a menor, a genitora chegava a atacar fisicamente a menina como castigo por denunciar o padrasto.

Um laudo pericial confirmou rupturas antigas, comprovando que a violência era sistemática. A investigação também descobriu que uma família já havia sido alvo de dois boletins de ocorrência pelo mesmo motivo em Chapecó, mas fugiu da cidade antes que medidas fossem tomadas.

“O histórico reforça a hipótese de que a genitora tenha conivente com o agressor, contribuindo para a continuidade do ciclo de violência”, aponta o relatório policial.

Medidas Judiciais

Diante da gravidade e do risco à vida do adolescente, a autoridade policial representou pela prisão preventiva do casal. O pedido recebido parecer favorável do Ministério Público e foi decretado pelo Judiciário.

Os dois foram encaminhados ao sistema prisional e permaneceram à disposição da Justiça. O caso é tratado como crime continuado no contexto da relação de poder doméstico.

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