A operação da Polícia Civil deflagrada na manhã desta sexta-feira (10) em Morro da Fumaça teria sido originada após uma investigação iniciada em Joinville. A informação foi confirmada pelo delegado Bruno Fernandes, responsável pela 2ª Delegacia Especializada no Combate à Corrupção (Decor/Deic), que coordena o inquérito, ao Portal ND+.
Segundo o delegado, as investigações começaram após a obtenção de provas durante uma operação realizada em Joinville contra um empresário do ramo de saneamento básico. Conforme a Polícia Civil, os elementos reunidos indicaram que o empresário também teria atuação em contratos firmados em Morro da Fumaça, motivando o aprofundamento das apurações no município.
Investigação aponta pagamento de propina
A apuração investiga supostos crimes de corrupção ativa e passiva, fraude à licitação e desvio de rendas públicas relacionados a contratos de prestação de serviços de saneamento básico entre os anos de 2017 e 2024.
De acordo com a Polícia Civil, mais de R$ 800 mil teriam sido pagos em propinas para interferir em processos licitatórios e garantir a prorrogação de contratos em desacordo com a legislação.
Na operação realizada nesta sexta-feira, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão. Entre os alvos estão o ex-prefeito Noi Coral (Progressistas) e o atual prefeito Eduardo Guollo (Progressistas). Também foram apreendidos documentos e equipamentos eletrônicos, além do bloqueio judicial de cerca de R$ 800 mil em bens e valores para assegurar eventual ressarcimento aos cofres públicos.
Prefeitura se manifestou
Em nota oficial, a Prefeitura de Morro da Fumaça informou que a Polícia Civil solicitou documentos referentes à contratação de uma empresa que prestou serviços ao Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae) entre 2017 e 2023 e que também é investigada em outras cidades.
A administração municipal afirmou que o inquérito tramita sob sigilo e que está colaborando com as investigações, disponibilizando toda a documentação solicitada pela Polícia Civil. Até o momento, o ex-prefeito Noi Coral não havia se manifestado sobre o caso.





