A Secretaria de Saúde de Urussanga confirmou que as cotas de exames laboratoriais para o mês de abril já foram totalmente utilizadas, impossibilitando novos agendamentos neste período. A informação foi detalhada pela secretária Camila Martins durante entrevista ao programa Comando Marconi, apresentado por Joel Bernardes.
Segundo a secretária, o limite mensal atualmente gira em torno de R$ 80 mil, valor que já foi atingido. Diante disso, pacientes que buscarem novos exames neste mês podem não conseguir atendimento imediato. A gestão municipal, no entanto, avalia a possibilidade de injetar mais recursos ainda em abril para amenizar a situação.
Mudança no sistema e tentativa de normalização
Como medida para reorganizar o fluxo de exames, a Secretaria prepara uma mudança no sistema a partir de maio. A proposta é retomar o modelo anterior, em que o paciente sai da consulta médica com o exame já autorizado, podendo procurar diretamente o laboratório.
De acordo com a secretária, uma nova ferramenta já foi apresentada pela empresa responsável pelo sistema e está em fase de testes. A expectativa é que a mudança traga mais controle sobre as solicitações e evite novos acúmulos de demanda.
A suspensão temporária dos agendamentos em abril, inclusive, faz parte dessa transição para o novo formato.
Demanda reprimida e aumento de investimentos
A secretária reconhece que o município enfrenta uma demanda reprimida significativa por exames laboratoriais.
Para tentar conter o problema, houve aumento no investimento mensal. Em 2024, o valor aplicado era de cerca de R$ 70 mil. Já em janeiro e fevereiro de 2025, o aporte subiu para R$ 100 mil, e em março ficou em R$ 80 mil, ainda assim insuficiente para atender toda a demanda.
Com a mudança no sistema prevista para maio, a secretaria também pretende ampliar novamente os recursos para absorver os pedidos acumulados.
Filas na média complexidade exigem mais de R$ 1,5 milhão
Outro desafio apontado pela Secretaria é a fila para consultas e exames de média complexidade, que ainda registra longos períodos de espera. Conforme levantamento apresentado pela gestão, seriam necessários mais de R$ 1,5 milhão em investimentos para reduzir significativamente o tempo de espera dos pacientes.
Apesar disso, a secretária destacou que houve avanços. Exames como tomografias, que tinham pacientes aguardando desde 2018, começaram a ser atualizados, e algumas especialidades reduziram o tempo de espera para cerca de seis meses.
Mutirões e faltas impactam atendimento
Para enfrentar a demanda, o município vem realizando mutirões com recursos de emendas parlamentares. Atualmente, há ações em andamento, incluindo um mutirão de ultrassonografias e outro de consultas e exames, ambos com investimentos de aproximadamente R$ 200 mil cada.
No entanto, um fator que tem dificultado a redução das filas é o alto número de faltas. Segundo a secretária, mais de 200 exames deixaram de ser realizados recentemente porque pacientes não compareceram ou não concluíram o agendamento, mesmo após serem chamados.
Município reforça que busca soluções
Camila Martins afirmou que, apesar das dificuldades, a Secretaria tem atuado para reorganizar o sistema e ampliar a capacidade de atendimento, incluindo a contratação de profissionais, ampliação de serviços e reformas em unidades de saúde.
Ela reforçou que a principal preocupação no momento é garantir o acesso aos exames laboratoriais, considerados básicos para o diagnóstico e acompanhamento dos pacientes.
A expectativa da gestão é que, com a reestruturação do sistema e novos investimentos, o atendimento seja normalizado gradualmente a partir de maio.





