Os trabalhadores do Hospital Materno Infantil Santa Catarina (HMISC), em Criciúma, iniciaram greve na manhã desta quinta-feira (5), após reivindicações relacionadas a atrasos de pagamentos e falhas em benefícios trabalhistas.
Segundo o sindicato, as reclamações vêm sendo registradas há meses. Entre os principais pontos citados pela categoria estão atraso no complemento do piso da enfermagem, demora no pagamento do vale-alimentação, ausência de depósitos do FGTS e descontos em folha de empréstimos consignados que não teriam sido repassados às instituições financeiras.
Na quarta-feira (4), surgiu a informação de que o hospital teria efetuado o pagamento do complemento do piso da enfermagem. Ainda assim, os trabalhadores optaram por manter a paralisação. De acordo com o sindicato, em tese, todos os profissionais da instituição estariam enfrentando algum tipo de pendência.
Mesmo com a greve, o atendimento não foi totalmente interrompido. Por se tratar de um serviço essencial, uma escala mínima está sendo mantida. Conforme o Sindisaúde, as UTIs devem operar com 100% do efetivo, a emergência com 50% e os demais setores com ao menos 30% dos trabalhadores. Cerca de metade dos funcionários teria aderido ao movimento.
A direção do hospital se manifestou por meio de nota oficial, contestando as alegações de atraso e informando que os repasses e benefícios estão em processo de regularização.
Confira a nota na íntegra:
“A direção do Hospital Materno-Infantil Santa Catarina (Hmisc), de Criciúma, informa que o recurso federal, oriundo da Política de Complementação do Piso da Enfermagem (PEC), foi devidamente processado nesta data, não havendo que se falar em atraso no repasse ou no cumprimento dessa obrigação.
Quanto ao vale-alimentação, informa-se que o benefício encontra-se em fase de processamento para ser concluída ainda hoje.
Em relação às alegações envolvendo depósitos de FGTS e repasses de empréstimos consignados, o IDEAS esclarece que atua em estrita observância às normas legais e contratuais aplicáveis, mantendo rotinas internas de processamento, conferência e validação da folha de pagamento, com mecanismos formais de controle e rastreabilidade das informações necessárias ao cumprimento das obrigações operacionais.
Diante das informações recebidas, o Instituto determinou a realização de verificação técnica dos fluxos envolvidos, incluindo a conferência dos dados de remessa e a interlocução com as instituições responsáveis pela operacionalização dos consignados, com o objetivo de assegurar que eventuais inconsistências administrativas, se existentes, sejam prontamente identificadas e tratadas de forma adequada.
O IDEAS permanece à disposição para prestar os esclarecimentos cabíveis por meio dos canais institucionais, observando rigorosamente a confidencialidade de dados pessoais e financeiros, nos termos da legislação vigente, especialmente a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).
Por fim, o Instituto reafirma seu compromisso com a regularidade dos processos, com a transparência responsável, com o respeito aos profissionais e com a continuidade segura da assistência à saúde prestada aos usuários do Hmisc.”






