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Projeto propõe garantir medicamentos em falta na rede pública de Urussanga

Proposta prevê credenciamento de farmácias privadas para fornecimento gratuito de itens da REMUME quando houver indisponibilidade nas unidades de saúde

Foto: Ilustrativa
Foto: Ilustrativa

A bancada do União Progressista protocolou na Câmara de Vereadores de Urussanga o Projeto de Lei nº 0002/2026, que institui o Programa Municipal de Dispensação Complementar de Medicamentos. A proposta prevê o credenciamento de farmácias privadas do município para fornecer, de forma gratuita, medicamentos da Relação Municipal de Medicamentos Essenciais (REMUME) quando houver falta temporária nas unidades de saúde.

O projeto é de autoria dos vereadores Erotides Borges Filho (Tidinho), José Carlos José e Izolete Duarte Vieira. Segundo Tidinho, a iniciativa tem como objetivo assegurar a continuidade do tratamento aos usuários do SUS.

De acordo com o texto, o programa permitirá que farmácias privadas sediadas em Urussanga sejam credenciadas pela Secretaria Municipal de Saúde, desde que atendam critérios técnicos e administrativos, como regularidade junto ao Conselho Regional de Farmácia, capacidade de controle das dispensações e apresentação periódica de relatórios.

Tidinho reforçou que a proposta não amplia a lista de medicamentos já ofertados pelo município. “Vale lembrar que a iniciativa não amplia nem altera a lista de medicamentos fornecidos pelo município, limitando-se exclusivamente àquele já previsto na política municipal de assistência farmacêutica”, destacou.

Pelo funcionamento proposto, o paciente será atendido normalmente na rede pública e receberá a prescrição médica. Caso o medicamento esteja temporariamente indisponível na unidade de saúde, poderá se dirigir a uma farmácia credenciada, onde fará a retirada sem custo. “Na farmácia credenciada o medicamento será dispensado diretamente ao cidadão, sem qualquer custo, mediante a apresentação da receita emitida pela rede pública municipal”, explicou o vereador.

O ressarcimento às farmácias dependerá de regulamentação do Poder Executivo, apresentação de documentação comprobatória e disponibilidade orçamentária, respeitando os limites da Lei Orçamentária Anual.

Para Tidinho, a proposta funciona como um mecanismo complementar. “É mais um mecanismo complementar. O ideal era que nunca faltasse medicamento, mas isso assegura o principal, que é a continuidade do tratamento do paciente. É uma forma de não deixar o cidadão sem medicamento”, concluiu.

O projeto agora segue para tramitação nas comissões permanentes da Câmara antes de ir à votação em plenário.

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