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Mais convivência, mais viroses: como cuidar das crianças na volta às aulas

Médica pediatra da Clínica Saúde São José orienta pais sobre prevenção de viroses, organização da rotina e sinais de alerta no início do ano letivo

Com o retorno às aulas, no mês de fevereiro, pais e responsáveis precisam estar atentos a uma série de cuidados que impactam diretamente a saúde e o desenvolvimento das crianças. O início do ano letivo marca um período de readaptação à rotina, o que exige atenção especial ao calendário vacinal, à alimentação, ao sono e ao acompanhamento médico.

A médica da Clínica Saúde São José, pediatra Gabriela Ronchi Frohlich, reforça que a retomada das atividades escolares deve ser acompanhada de hábitos saudáveis estabelecidos de forma gradual. “Manter o calendário vacinal atualizado, retomar a rotina do sono e garantir uma alimentação equilibrada são medidas essenciais. Além disso, consultas de rotina com pediatra e dentista, bem como a avaliação da visão e da audição, são importantes para evitar impactos no aprendizado”, orienta.

Outro ponto de atenção nesse período é o aumento das viroses, comum devido à maior interação entre as crianças. “Os vírus se multiplicam com mais facilidade nesse contexto, especialmente porque a imunidade das crianças ainda está em desenvolvimento. Em média, crianças menores de três anos podem apresentar de oito a dez infecções virais por ano”, explica a pediatra.

Entre os sinais de alerta que exigem avaliação médica imediata estão febre alta persistente por mais de três dias, dificuldade respiratória, sonolência excessiva e cansaço intenso. Bebês com menos de três meses devem ser avaliados diante de qualquer episódio de febre. “É importante lembrar que nem toda febre precisa de atendimento hospitalar, mas a orientação do pediatra de confiança é indispensável para cada caso”, destaca.

A adaptação escolar também pode trazer impactos emocionais e físicos. Mudanças de comportamento, alterações no sono e no apetite, além de queixas como dores de cabeça e abdominais, podem surgir nesse período. “As crianças são sensíveis às mudanças de rotina. Manter diálogo, rotina previsível e parceria com a escola ajuda a tornar essa fase mais tranquila e segura”, afirma.

Em relação à presença na escola, a orientação depende dos sintomas apresentados. “Crianças com coriza leve ou tosse leve, sem febre e com bom estado geral, podem frequentar a escola, desde que sejam reforçados os cuidados com higiene e etiqueta respiratória. Já sintomas mais intensos, como febre alta, cansaço, dores no corpo e tosse produtiva, indicam a necessidade de permanecer em casa e buscar avaliação médica”, explica.

Para a pediatra Gabriela, o início do ano letivo é uma oportunidade de fortalecer hábitos saudáveis e promover um ambiente seguro para o desenvolvimento das crianças. “Com acolhimento, rotina e acompanhamento adequado, é possível garantir uma adaptação mais tranquila e um ano escolar mais saudável e produtivo”, finaliza.

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