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Judicialização da Mesa Diretora domina debates na 1ª sessão de 2026 em Cocal do Sul

Suspensão determinada pela Justiça foi o principal tema da noite; vereadores também abordaram saúde, educação, infraestrutura, habitação e desenvolvimento econômico

A suspensão da Mesa Diretora eleita em 16 de dezembro de 2025, por determinação judicial, pautou a maior parte dos pronunciamentos na primeira sessão ordinária de 2026 da Câmara Municipal de Cocal do Sul, realizada na noite desta terça-feira (03). A decisão é resultado do Mandado de Segurança nº 5000143-10.2026.8.24.0078, da Comarca de Urussanga, protocolado pelos vereadores Maria Luiza Da Rolt (PP) e Marcel Freitas (PSD).

Antes das falas parlamentares, o prefeito Ademir Magagnin utilizou a Tribuna Livre para prestar contas das ações, obras e realizações do Executivo em 2025, além de apresentar perspectivas e projetos para o novo ano. Na sequência, oito dos nove vereadores se manifestaram, tratando de temas como saúde, educação, esporte, infraestrutura urbana e rural, além do impasse institucional envolvendo a condução da Mesa Diretora.

Marcel Freitas (PSD) defendeu harmonia entre Legislativo e Executivo e cobrou resultados práticos à população, citando investimentos na ampliação de escolas, criação de creche e a importância da conclusão da SC-442 para o transporte de cargas. Também pediu soluções para alagamentos na Avenida Inocêncio de Aguiar e melhorias na sinalização viária.

Valdnei da Silva, o Chicão (PL), criticou a judicialização da eleição interna, afirmando que a disputa não deveria comprometer o funcionamento da Câmara. Segundo ele, a prioridade deve ser atender demandas em áreas como saúde, educação e limpeza urbana, evitando conflitos políticos que prejudiquem a população.

Gilson Clemes (PL) reforçou a defesa da soberania do voto e explicou que a decisão judicial é provisória, com recurso já protocolado. Para o vereador, a mudança na presidência causa instabilidade e o Legislativo deve respeitar as decisões do plenário.

Vicervanio Bez Fontana, o Toco (MDB), também comentou o impasse jurídico, mas destacou pautas práticas, como a cobrança por agilidade na SC-442 e melhorias nas estradas do interior, especialmente nas comunidades Linha Espanhola 1 e 2.

Glícia Pagnan (MDB) defendeu o diálogo e a autonomia do Legislativo, afirmando que a eleição da Mesa é um ato interno da Casa. Ela alertou que a judicialização excessiva enfraquece o processo político e afirmou que pretende reapresentar indicações voltadas às demandas da população.

Julio Fogaça (MDB) relatou dificuldades enfrentadas por moradores na área da saúde, como a falta de equipamentos básicos e transporte para crianças autistas, além de problemas urbanos como buracos, alagamentos e manutenção de vias. Para ele, enquanto essas necessidades persistem, disputas internas desviam o foco do trabalho legislativo.

Marcelo Dalló (PP) destacou avanços na educação, habitação e desenvolvimento econômico, citando ampliação de escolas, emenda de R$ 250 mil para a saúde, construção de 50 casas populares e crescimento superior a 30% na abertura de empresas no município.

Já Maria Luiza Da Rolt (PP) defendeu a gestão municipal e afirmou que a discussão sobre a Mesa Diretora envolve legalidade e proporcionalidade partidária, conforme previsto na Lei Orgânica. Segundo ela, a representação de todos os partidos é fundamental para garantir equilíbrio institucional.

A próxima sessão ordinária está marcada para terça-feira, 10 de fevereiro, às 19 horas, com transmissão pelos canais oficiais da Câmara.

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