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Férias coletivas da Dexco em Urussanga são prorrogadas e acendem alerta no setor cerâmico

Movimento reflete queda nas vendas e reforça preocupação com perda de competitividade na região

A prorrogação das férias coletivas na unidade da Dexco, antiga Ceusa, em Urussanga voltou a acender o alerta sobre a situação do setor cerâmico no Sul catarinense. A fábrica já havia paralisado as atividades por 60 dias e agora estendeu o período por mais 15 dias.

As informações foram detalhadas pelo presidente da Câmara de Assuntos de Energia na Fiesc, Manfredo Gouvea, em entrevista ao jornalista Adelor Lessa, na Rádio Som Maior, nesta quarta-feira (22). Segundo ele, a medida adotada pela empresa é pontual, mas reflete um cenário mais amplo e preocupante. “É um movimento de defesa da empresa, mas quando olhamos o conjunto, vemos uma retração clara da atividade ao longo dos anos”, destacou.

De acordo com Gouvea, nos últimos dez anos o setor vem enfrentando redução da capacidade produtiva, com fechamento de pelo menos quatro unidades entre cerâmicas e colorifícios na região. Além disso, há empresas avaliando transferir integralmente suas operações para outros estados, onde os custos são mais baixos e a proximidade com os principais mercados consumidores é maior.

Entre os fatores que pesam contra Santa Catarina estão o alto custo do gás natural, que pode chegar a ser até 30% mais caro do que em estados como São Paulo, além de desafios logísticos e de infraestrutura, como rodovias sobrecarregadas e a distância dos grandes centros. Apesar de não haver confirmação de fechamento da unidade de Urussanga, a prorrogação das férias coletivas aumenta a preocupação sobre o futuro da planta.

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