A estiagem que atinge a região Sul de Santa Catarina já começa a afetar o abastecimento de água em Urussanga. O alerta foi feito pelo diretor do Samae de Urussanga e vice-prefeito do município, Renato Bez Fontana, que demonstrou preocupação com a redução do volume nas nascentes responsáveis pelo fornecimento de água para comunidades do interior.
Segundo Renato, uma das situações mais críticas na comunidade de Rio Américo, onde as nascentes apresentam baixo nível de água devido à falta de chuva nas últimas semanas. Em vídeos divulgados pelo Samae, o diretor mostra reservatórios praticamente secos e reforça o pedido para que a população economize água.
“Como podemos ver, existe muito pouca água nesse lugar. É um período de estiagem e nós precisamos racionar. Toda a água que chega está sendo abastecida, mas não está sendo suficiente como a gente gostaria”, afirmou.
Em uma das nascentes visitadas pela equipe do Samae, a água praticamente não passava pela represa. Segundo Renato, apesar do pequeno volume disponível, a captação continua sendo importante para manter o abastecimento da comunidade.
“Nós vimos que não tem nada de água passando, totalmente seco. A quantidade disponível é pequena e precisamos orientar a comunidade para fazer o uso racional da água até que as condições meteorológicas se normalizem”, destacou.
De acordo com o diretor, alguns pontos mais altos do município já começam a registrar dificuldades no abastecimento. Além de Rio Américo, o Samae também acompanha com atenção a situação da captação no Rio Salto e do abastecimento da área central da cidade.
Renato Bez Fontana afirmou ainda que a estiagem deste ano é considerada mais severa do que a registrada no ano passado. Segundo ele, a previsão climática não indica chuvas significativas pelos próximos dias.
“Conversei com o climatologista Márcio Sônego e a tendência é de pelo menos 15 dias sem chuva significativa. Então precisamos alertar a população para que faça economia de água”, reforçou.
O Samae orienta os moradores a evitarem desperdícios, principalmente em atividades como lavagem de calçadas, carros e uso excessivo de mangueiras, para garantir o abastecimento coletivo durante o período de estiagem.





