A eleição da Mesa Diretora da Câmara de Vereadores de Cocal do Sul, realizada em 16 de dezembro de 2025, segue suspensa por decisão judicial e ainda não tem desfecho definitivo. O impasse jurídico tem gerado questionamentos na comunidade e mantém o comando do Legislativo sob caráter provisório.
O resultado da votação definiu uma Mesa composta por dois vereadores do MDB e dois do PL. No entanto, os vereadores Maria Luiza Da Rolt (PP) e Marcel Freitas (PSD), que disputaram os cargos de 1ª e 2ª secretaria e foram derrotados por 5 votos a 4, recorreram à Justiça. Eles alegam que a composição não respeitou o artigo 25 da Lei Orgânica do Município, que prevê, sempre que possível, a representação proporcional dos partidos ou blocos parlamentares na Mesa Diretora e nas comissões.
Com base nesse entendimento, os parlamentares argumentam que a exclusão de PP e PSD fere o princípio da proporcionalidade. Em resposta, o presidente eleito e a própria Câmara apresentaram recurso ao Tribunal de Justiça, em Florianópolis, defendendo que a eleição ocorreu de forma transparente e democrática, conforme o regimento interno, com escolha definida exclusivamente pelo voto dos vereadores.
Enquanto não há uma decisão final do Judiciário, a Mesa eleita permanece impedida de assumir. Conforme o Regimento Interno, a presidência das sessões passou a ser exercida, de forma temporária, pela vereadora mais idosa da Casa, Cirlene Gonçalves Scarpato, a Aninha.
Apesar da indefinição, a Câmara de Vereadores segue funcionando normalmente, com a realização das sessões e andamento dos trabalhos legislativos, enquanto aguarda a definição judicial sobre a validade da eleição da Mesa Diretora.





