O Bradesco anunciou que encerrará a emissão de cheques para pessoas físicas e microempreendedores individuais (MEIs) a partir de dezembro de 2025. A decisão, comunicada aos clientes por meio de notificação, representa mais um passo no fim de um dos meios de pagamento mais tradicionais do país. A emissão continuará disponível apenas para contas corporativas.
Segundo o banco, a mudança faz parte de uma adaptação ao novo comportamento dos consumidores, que têm preferido soluções digitais como o Pix, transferências eletrônicas e cartões, pela praticidade e rapidez.
Os dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) reforçam essa tendência: o uso de cheques no Brasil caiu 96% desde 1995, quando eram compensados 3,3 bilhões de documentos por ano. Em 2024, o número despencou para 137 milhões. Atualmente, os cheques representam menos de 1% das transações financeiras no país.
Somente no segundo trimestre de 2025, foram 35,8 milhões de cheques compensados, contra 19,4 bilhões de transações via Pix e 12,7 bilhões por meio de cartões de crédito, débito e pré-pagos. Em valores movimentados, o cheque somou R$ 173,3 milhões, enquanto o Pix atingiu R$ 84 bilhões no mesmo período.
O Pix, criado em 2020, revolucionou o sistema de pagamentos brasileiro ao permitir transferências instantâneas, gratuitas e disponíveis 24 horas por dia, contrastando com o modelo tradicional dos cheques, que dependia de prazos de compensação. Desde o lançamento do sistema, os cheques nunca mais superaram o Pix em volume financeiro movimentado.





