O Balneário Rincão apareceu novamente como destaque negativo no mais recente relatório de balneabilidade divulgado pelo Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) na última sexta-feira (13). O documento, de número 14, é resultado de coletas realizadas nos dias 09 e 10 e avalia a qualidade da água para banho em praias e lagoas no Estado.
No Balneário Rincão, seis pontos de coleta foram considerados impróprios para banho. Com isso, apenas dois locais permanecem liberados para os banhistas: a Lagoa do Faxinal e a Lagoa dos Freitas, que apresentaram condições adequadas de balneabilidade.
Veja os pontos impróprios para banho no Sul do Estado:
Passo de Torres
- Braço morto do Rio Mampituba (Ponto 02)
- Praia de Passo de Torres (Ponto 01)
Balneário Gaivota
- Foz do arroio, no mar (Ponto 02)
Balneário Arroio do Silva
- Em frente à Avenida Mondardo, na foz do arroio (Ponto 03)
Balneário Rincão
- Lagoa dos Esteves (Ponto 02)
- Rua Paraná, em frente ao calçadão (Ponto 04)
- Arroio da Praia do Rincão (Ponto 05)
- Em frente à Rua Castro Alves (Ponto 06)
- Em frente à Rua Manoel José Magé (Ponto 07)
- 100 metros ao norte do arroio (Ponto 08)
Garopaba
- Estrada Geral da Praia do Siriú (Ponto 03)
- Rua Lauro Severiano Muller (Ponto 02)
Imbituba
- Próximo à foz da Lagoa de Ibiraquera (Ponto 02)
O IMA reforça que a balneabilidade pode variar ao longo da temporada, especialmente após períodos de chuva, e orienta que banhistas consultem os relatórios atualizados antes de entrar na água.
Segundo o IMA, a água é considerada:
Própria: quando em 80% ou mais de um conjunto de amostras coletadas nas últimas 5 semanas anteriores, no mesmo local, houver no máximo 800 Escherichia coli por 100 mililitros.
Imprópria: quando em mais de 20% de um conjunto de amostras coletadas nas últimas 5 semanas anteriores, no mesmo local, for superior que 800 Escherichia coli por 100 mililitros ou quando, na última coleta, o resultado for superior a 2000 Escherichia coli por 100 mililitros.
Atenção, banhistas!
O banho de mar não é recomendado nas primeiras 24 a 48 horas após chuvas intensas, nem nas áreas próximas à saída de canais ou galerias de águas pluviais. Durante e após períodos de chuva, a água que escoa pelas ruas pode carregar resíduos, sedimentos e outros contaminantes, que acabam chegando ao mar e comprometendo a qualidade da água para banho.
Essas condições podem aumentar a presença de bactérias e microrganismos, representando riscos à saúde, como irritações na pele, conjuntivites e infecções gastrointestinais.
Para garantir um banho seguro, recomenda-se:
Evitar o mar logo após chuvas fortes;
Preferir áreas mais afastadas de saídas de drenagem pluvial;
Consultar o monitoramento de balneabilidade do IMA, atualizado semanalmente no verão e mensalmente no restante do ano.
Cronograma
O Programa de Monitoramento de Balneabilidade do IMA segue um cronograma prévio de coletas garantindo transparência e publicidade ao processo. Assim, qualquer cidadão pode acompanhar quando será realizada a coleta em cada ponto, além das datas previstas para a emissão e divulgação dos relatórios.
Divulgação
À medida que as análises vão sendo concluídas pelo laboratório do IMA, o resultado do ponto é atualizado automaticamente e pode ser conferido no mapa do site: https://balneabilidade.ima.sc.gov.br/ e no Aplicativo CBMSC Cidadão.
Para acompanhar os resultados das coletas, basta clicar na bandeirinha do ponto de interesse e conferir no mapa do site o status da propriedade do ponto e a data da última coleta realizada no local.
O site também possui o menu histórico, um espaço de pesquisa onde é possível acessar localização, datas, horários, condições do vento, maré, entre outras informações que são registradas no momento da coleta e o histórico dos resultados da condição própria ou imprópria de cada ponto amostrado.
De outubro a março, o IMA realiza semanalmente o monitoramento da balneabilidade das praias catarinenses e, às sextas-feiras, divulga um release com o balanço da semana. Quando a sexta-feira coincide com feriado ou ponto facultativo, a publicação é antecipada. Já entre abril e setembro, tanto a pesquisa quanto a divulgação passam a ser mensais.





