Santa Catarina passou a contar oficialmente com a Rota do Big Surf, iniciativa que reconhece e organiza o potencial do litoral sul do estado para a prática do surfe de ondas gigantes. A criação da rota foi sancionada pelo governador Jorginho Mello (PL) e tem origem em projeto apresentado por Estêner Soratto (PL) quando ainda exercia mandato como deputado estadual.
A legislação estabelece um corredor turístico e esportivo que integra os municípios de Jaguaruna, Laguna, Imbituba e Garopaba, tendo Tubarão como polo de apoio. A proposta é estruturar o big surf como ferramenta de desenvolvimento regional, associando esporte, turismo e valorização das características naturais da costa catarinense.
Dentro desse contexto, Jaguaruna ganha destaque nacional e internacional por abrigar a Laje da Jagua, ponto conhecido entre surfistas como a “Nazaré Brasileira”. O local é reconhecido pelas condições extremas e entrou para a história do surfe ao registrar a maior onda já surfada no Brasil, com 14,82 metros, consolidando o município como referência no cenário das ondas gigantes.
A Rota do Big Surf surge a partir da identificação de que, em um raio aproximado de 100 quilômetros no Sul do estado, estão concentrados alguns dos melhores picos de ondas grandes do país, já reconhecidos por atletas do Brasil e do exterior. A criação da rota busca organizar esse potencial de forma integrada, com planejamento e foco no crescimento econômico e turístico da região.
A gestão da rota será compartilhada entre diferentes esferas do poder público e entidades ligadas ao surfe. Estão envolvidos a Secretaria de Estado do Turismo, a Fundação Catarinense de Esporte (Fesporte), as prefeituras dos municípios participantes, o Movimento Big Waves Brasil, associações de surfe e representantes da sociedade civil. A atuação conjunta tem como objetivo fortalecer a cadeia do surfe de ondas gigantes, estimular o turismo esportivo e ampliar a visibilidade de Santa Catarina no cenário nacional e internacional.
Com a formalização da Rota do Big Surf, o estado passa a ter respaldo legal para buscar recursos estaduais, federais e até internacionais, voltados à promoção do destino e à melhoria da infraestrutura, consolidando o litoral sul catarinense como referência no big surf.





