A unidade da Dexco em Urussanga vai encerrar as atividades, resultando na demissão de 159 trabalhadores. A informação foi repassada por representantes da empresa ao Sindicato dos Trabalhadores Ceramistas e Construção Civil durante reunião realizada nessa sexta-feira (22). A confirmação foi feita pelo presidente do sindicato, Itaci de Sá, ao Portal Engeplus.
Segundo o dirigente sindical, a unidade conta atualmente com 213 funcionários. Com o fechamento, 158 trabalhadores serão desligados. Outros 30 permanecerão temporariamente para atuar na comercialização dos produtos ainda disponíveis na planta. Além disso, 24 profissionais poderão ser transferidos para a unidade da Portinari, em Criciúma.
Conforme as informações repassadas ao sindicato, a empresa justificou o encerramento das atividades devido à baixa nas vendas e dificuldades de mercado. Os funcionários devem ser comunicados oficialmente sobre o fechamento na próxima segunda-feira (25).
Férias coletivas já indicavam cenário de incerteza
Antes da confirmação do fechamento, a situação da unidade já gerava preocupação entre trabalhadores e representantes do setor. A fábrica havia concedido férias coletivas de 60 dias aos funcionários e, posteriormente, prorrogado o período por mais 15 dias.
As informações vinham sendo acompanhadas pelo Sindicato dos Trabalhadores Ceramistas e também pelo Sindicato das Indústrias Cerâmicas de Criciúma (Sindiceram). O prolongamento da paralisação era apontado como reflexo da retração no volume de vendas enfrentado pela empresa.
Ainda conforme o sindicato laboral, houve discussão sobre a possibilidade de utilização de banco de horas para compensar o período adicional de afastamento, situação questionada pela entidade representante dos trabalhadores.
Setor cerâmico enfrenta dificuldades no Sul catarinense
O fechamento da unidade de Urussanga ocorre em meio a um cenário de dificuldades enfrentadas pelo setor cerâmico no Sul de Santa Catarina. De acordo com informações divulgadas pelo diretor executivo do Sindiceram, Manfredo Gouvea, a atividade vem apresentando retração ao longo dos últimos anos.
Segundo ele, pelo menos quatro unidades entre cerâmicas e colorifícios encerraram atividades na região na última década, enquanto outras empresas avaliam transferir operações para estados com custos menores e logística mais favorável.
Entre os fatores apontados como desafios para o setor estão o alto custo do gás natural em Santa Catarina, além de questões relacionadas à infraestrutura e distância dos principais mercados consumidores do país.





