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Integrante de facção gaúcha é preso em Criciúma durante operação contra tráfico e armas

A operação também cumpriu mandado em Jaguaruna

Um integrante da facção criminosa gaúcha Os Manos foi preso em Criciúma na manhã desta quinta-feira (17), durante a Operação Convergência, deflagrada pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul para desarticular uma rede investigada por tráfico de drogas e comércio ilegal de armas de fogo e munições. O mandado de prisão preventiva foi cumprido pelo Departamento de Investigações Criminais (DIC) de Criciúma com apoio da Polícia Militar.

Ao todo, a operação cumpre 73 ordens judiciais, sendo 43 mandados de prisão preventiva e 30 de busca e apreensão em dez municípios dos dois estados. Em Santa Catarina, além de Criciúma, as medidas são cumpridas em Jaguaruna. No Rio Grande do Sul, a ação ocorre em Porto Alegre, Cachoeirinha, Novo Hamburgo, Gravataí, Guaíba, São Leopoldo, Imbé e Taquara.

Segundo a investigação, a organização contava com diferentes pessoas atuando em etapas da cadeia do tráfico, desde o fornecimento de grandes quantidades de drogas até a distribuição e revenda. Também foram identificadas atividades relacionadas ao armazenamento, transporte e movimentação de valores, além de negociações clandestinas envolvendo armas de fogo e munições.

A Polícia Civil informou que, até o momento, 33 investigados foram presos e materiais de interesse para a investigação foram apreendidos. As diligências continuam para o cumprimento integral das ordens judiciais e análise dos materiais recolhidos.

De acordo com o delegado Wesley Lopes, responsável pela investigação, a operação busca atingir simultaneamente diferentes pontos da estrutura investigada. “A investigação permitiu identificar diferentes pessoas exercendo funções distintas dentro da cadeia do tráfico, desde o fornecimento até a distribuição e a revenda de drogas”, afirmou.

A operação

A denominação Convergência faz referência justamente à atuação de diferentes núcleos que, segundo a investigação, desempenhavam funções distintas, mas estavam ligados à mesma cadeia de fornecimento, distribuição e comercialização de entorpecentes. O trabalho investigativo terá continuidade com a análise das apreensões e o aprofundamento das condutas atribuídas individualmente aos investigados.

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