Uussanga relembra nesta quinta-feira (10) uma das páginas mais dolorosas da história da mineração no Sul de Santa Catarina. Há 42 anos, em 10 de setembro de 1984, uma explosão na Mina Santana, na comunidade de Santana, matou 31 trabalhadores. O episódio é considerado a maior tragédia da mineração brasileira em subsolo.
Em memória das vítimas, o Município de Urussanga instituiu, por meio da Lei Municipal nº 3.221/2025, o dia 10 de setembro como Luto Oficial. A programação desta quinta-feira contará com atos de homenagem, incluindo bandeira a meio-mastro, deposição de flores e Toque de Silêncio.
A programação começa às 9h, com a colocação da bandeira a meio-mastro na Prefeitura Municipal. Às 10h, serão realizadas a deposição de flores e homenagens no Monumento ao Mineiro, no bairro Santana.
A tragédia

A explosão aconteceu por volta das 5h10, no chamado Painel 6 da Mina Santana, localizada a cerca de 80 metros de profundidade. Naquele dia, 31 trabalhadores iniciavam mais uma jornada após o feriado prolongado de 7 de Setembro. Nenhum deles sobreviveu.
Uma das hipóteses apontadas para a explosão foi o acúmulo de gás metano no interior da mina. Relatos de sobreviventes e pesquisas posteriores também apontaram problemas relacionados à ventilação e às condições de segurança existentes na época.
A tragédia teve repercussão nacional e provocou mudanças na forma como a segurança da atividade mineradora passou a ser tratada na região. A história também foi registrada em pesquisas, entrevistas com sobreviventes e familiares e documentos judiciais.
Mais de quatro décadas depois, o 10 de setembro permanece como uma data de luto para as famílias das vítimas e para a comunidade de Urussanga. A realização das homenagens busca preservar a memória dos 31 trabalhadores e manter viva a história de uma tragédia que marcou a mineração brasileira.





