Santa Catarina passou a contar com um novo protocolo de atuação para reduzir possíveis impactos do Super El Niño sobre a agricultura e a pecuária. O Plano de Contingência estadual organiza medidas de prevenção, resposta e recuperação diante de eventos climáticos extremos e inclui, pela primeira vez, diretrizes específicas para o resgate, manejo e abrigamento de animais de produção.
A preocupação está relacionada à possibilidade de chuvas acima da média e temperaturas superiores aos padrões históricos nos próximos meses. A atuação do fenômeno pode favorecer a ocorrência de temporais, chuvas intensas, alagamentos, enxurradas, inundações e deslizamentos, com potencial para causar prejuízos às propriedades rurais e às atividades agropecuárias.
Cidasc coordenará ações com animais de produção
O novo planejamento estabelece responsabilidades para diferentes órgãos públicos. No caso de bovinos, suínos, aves e outros animais criados para atividades agropecuárias, a coordenação das ações ficará sob responsabilidade da Cidasc.
Em situações de desastre, a instituição poderá integrar o Sistema de Comando em Operações e coordenar medidas relacionadas aos animais afetados. O protocolo prevê procedimentos para resgate, transporte, abrigamento e avaliação das condições de saúde e alimentação.
Os proprietários também deverão receber orientações sobre como agir em situações de emergência e quais medidas podem ser adotadas para proteger os animais.
Plano também contempla animais domésticos e silvestres
A estratégia estadual estabelece ainda ações específicas para outros grupos. Os animais domésticos terão as atividades coordenadas pela Diretoria do Bem-Estar Animal, da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e da Economia Verde.
Já o atendimento à fauna silvestre ficará sob responsabilidade do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA), com apoio do Comando de Polícia Militar Ambiental. As ações poderão envolver resgate, atendimento, abrigamento e reabilitação dos animais atingidos.
Primavera e verão exigem maior atenção
A preparação do Estado considera que os efeitos do El Niño podem se intensificar especialmente durante a primavera e o verão. Para o setor agropecuário, os impactos de eventos extremos podem atingir não apenas lavouras e criações, mas também instalações, pastagens, estradas rurais, sistemas de alimentação e abastecimento.
Santa Catarina também está sob Estado de Alerta Climático, instituído em maio de 2026 com vigência inicial de 180 dias. A medida busca ampliar o monitoramento e preparar os órgãos públicos para uma resposta mais rápida diante de possíveis ocorrências.
O Plano de Contingência prevê diferentes níveis de mobilização, conforme a gravidade dos eventos. A expectativa é antecipar a atuação dos órgãos públicos para reduzir perdas, proteger os animais e facilitar a recuperação das atividades agropecuárias após possíveis desastres.
Com informações Portal NDMais





