Os efeitos do Super El Niño começam a ser sentidos com maior intensidade no Brasil a partir desta quinta-feira (16). Embora o fenômeno tenha sido confirmado em junho, é na segunda quinzena de julho que as mudanças no padrão climático passam a ficar mais evidentes em diferentes regiões do país.
Segundo projeções do Centro de Previsão Climática (CPC), da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), há 81% de probabilidade de o fenômeno atingir a categoria “muito forte”, o nível mais elevado da classificação. Caso a previsão se confirme, este poderá ser o Super El Niño mais intenso dos últimos 150 anos.
A expectativa é de que o fenômeno alcance seu pico entre os meses de outubro e dezembro, período em que os impactos climáticos tendem a ser mais significativos.
O El Niño ocorre de forma periódica, geralmente a cada três a cinco anos, e é provocado pelo aquecimento acima da média das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, aliado ao enfraquecimento dos ventos alísios. Quando esse aquecimento ultrapassa 2°C acima da média histórica, o evento passa a ser classificado como Super El Niño, potencializando seus efeitos sobre o clima em diversas partes do mundo.
No Brasil, os impactos variam conforme a região. Para o Sul, a previsão é de aumento no volume de chuvas, com maior risco de temporais e enchentes. Já nas regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste, a tendência é de temperaturas mais elevadas, redução das chuvas, períodos prolongados de seca e maior risco de incêndios florestais.
Os especialistas lembram que o El Niño de 2023-2024, que atingiu aquecimento de cerca de 2,1°C, contribuiu para as enchentes históricas registradas na Região Sul. O episódio de 1997-1998, considerado um dos mais intensos já observados, chegou a 2,3°C acima da média e provocou impactos severos em diversos países.
Além das chuvas intensas em algumas áreas, os próximos meses poderão ser marcados por ondas de calor, estiagens prolongadas e eventos climáticos extremos, reforçando a necessidade de acompanhamento constante das previsões meteorológicas.





