A Associação de Moradores do Bairro Rio América (AMBRA) esclareceu os motivos que levaram à decisão de deixar a responsabilidade pelo abastecimento de água na comunidade. Segundo o presidente Alexssandro Leopoldo, a entidade não possui mais condições de atender às exigências necessárias para manter o sistema em funcionamento.
Em contato com a reportagem, ele destacou que, apesar de a associação ter garantido o fornecimento por décadas, a realidade mudou com o passar dos anos. “A comunidade não tem mais condições de cuidar do abastecimento”, afirmou. De acordo com ele, os custos operacionais se tornaram cada vez mais altos, enquanto a arrecadação seguia limitada. Atualmente, as famílias contribuem de forma espontânea com cerca de R$ 10 mensais, valor insuficiente para manter a estrutura. Uma tentativa de aumento para R$ 20 não foi aceita.
Diante da situação, a AMBRA chegou a buscar uma solução junto ao Samae em meados de 2025, quando foi definido que a autarquia assumiria o serviço. Como isso não foi efetivado pelo Samae, a associação seguiu cuidando do abastecimento para que a população não ficasse totalmente desassistida.
Com a continuidade das dificuldades e a necessidade de adequações técnicas mais complexas exigidas pelo Ministério Público, a associação optou por formalizar a desistência e repassar a responsabilidade ao poder público.
Sobre a qualidade da água, o presidente afirmou que a Ambra investiu recentemente cerca de R$ 8 mil para filtragem da água.





