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Na Tribuna: vereadores fazem críticas, cobram obras e defendem pautas sociais em Urussanga

Saúde, infraestrutura, inclusão e uso de recursos públicos dominaram os discursos na tribuna

A Câmara Municipal de Urussanga foi palco de uma sessão marcada por posicionamentos firmes, cobranças ao poder público e defesa de pautas sociais durante a nona reunião ordinária, realizada nessa terça-feira (31), em Urussanga. Sete vereadores utilizaram a tribuna para abordar temas que vão desde violência contra a mulher até gastos públicos, saúde e inclusão.

A vereadora Terezinha Zanatta apresentou um projeto voltado ao combate à violência contra a mulher, propondo a instalação de cartazes informativos em banheiros públicos com orientações para denúncias. “Nos meses de março e agosto há um crescimento significativo nas denúncias de violência contra a mulher”, afirmou. Ela também destacou o uso de QR Code para facilitar denúncias anônimas: “O banheiro público é, muitas vezes, o único momento em que a mulher consegue estar sozinha e buscar ajuda com segurança”. Ainda na fala, alertou sobre casos recentes: “Parece que nunca vai acontecer com alguém próximo, mas acontece, e com consequências irreparáveis”, além de criticar o descarte irregular de lixo no município.

Já o vereador Erotides Borges Filho fez uma análise do cenário político nacional e defendeu o voto consciente. Citando Rui Barbosa, afirmou: “De tanto ver triunfar as nulidades, prosperar a desonra e crescer a injustiça, o homem chega a ter vergonha de ser honesto”. Ele também criticou casos envolvendo recursos públicos: “É uma falta de respeito com os milhares de aposentados que trabalharam a vida inteira e foram lesados”. Sobre o Judiciário, declarou: “A pior ditadura é a do poder judiciário, porque contra ela não há a quem recorrer”. Ao final, incentivou os jovens: “O que nos resta é o voto, e é por meio dele que podemos promover mudanças”.

O vereador Archangelo de Noni Netto cobrou avanços em obras e criticou a demora na revisão do Plano Diretor. Ele destacou a pavimentação no bairro Rio Carvalho: “Foi um asfalto feito em cerca de seis dias, em um trecho de mais de 300 metros”, mas questionou os custos. Também ressaltou melhorias na SC-445: “Hoje é uma iluminação de destaque, que atende milhares de trabalhadores que utilizam essa via diariamente”. Sobre o planejamento urbano, afirmou: “A comunidade quer ver o que está sendo planejado e participar das decisões, não apenas ouvir que está em análise”.

Na mesma linha, o vereador Ivan Vieira criticou gastos públicos e cobrou respostas da administração. “Não dá para aceitar que o plano diretor siga sendo empurrado com a barriga enquanto a população espera para investir”, disse. Ele também questionou despesas: “Uma muda e 30 livros custando cerca de 6 mil reais, enquanto faltam recursos para áreas essenciais”. Sobre uma obra, afirmou: “É um muro que não serve para nada e precisa de explicações sobre quem autorizou e fiscalizou essa obra”, concluindo: “Não estou aqui para fazer amizade, estou aqui para cumprir meu papel de vereador e defender a população”.

A vereadora Rosemeri Aparecida Mafra da Silva também criticou gastos e destacou problemas na saúde. “Não se pode pagar seis mil reais por uma muda enquanto faltam recursos para áreas essenciais”, afirmou. Sobre a situação dos pacientes, relatou: “Quem está doente tem pressa, não pode esperar meses por um exame”. Ela ainda apontou falhas administrativas e pediu colaboração da população: “Precisamos cobrar, mas também fazer a nossa parte para que o sistema funcione melhor”.

A vereadora Izolete Duarte Vieira trouxe à tribuna o tema do autismo, destacando o Dia Mundial da Conscientização. “O autismo não é uma limitação, é uma forma diferente de ver e sentir o mundo”, afirmou. Após visitas a escolas e contato com famílias, reforçou: “Precisamos nos colocar no lugar do outro e compreender a realidade dessas famílias”. Ela também defendeu políticas públicas: “Falar sobre autismo é falar sobre empatia e sobre garantir direitos e oportunidades para todos”.

Encerrando as falas, o vereador José Carlos José defendeu melhorias em acessibilidade e fez críticas a propostas nacionais. Sobre o acesso ao Parque Municipal, afirmou: “Os cadeirantes não conseguem acessar com facilidade, e idosos ou mulheres de salto têm dificuldade no calçamento”. Ele reforçou: “Todos têm o direito de participar dos eventos com dignidade e segurança”. Ao abordar calçadas da área central, disse: “É o nosso cartão de visita, e não podemos deixar dessa forma”. Em nível nacional, alertou: “Não podemos colocar em risco a vida da mãe e da criança”, além de defender apoio às pequenas empresas: “São elas que geram a maioria dos empregos no país, e precisam de condições justas para crescer”.

Os vereadores Ademir Bonomi e Jaison Vieira não participaram da sessão por estarem em agenda oficial em Florianópolis.

Assista à sessão e acompanhe as falas na íntegra:

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