Alunos do 9º ano do Colégio Unibave, de Orleans, participaram de uma prova, para analisar como a tecnologia pode contribuir para o processo de aprendizagem dos estudantes, com uso de Inteligência Artificial (IA). A prova faz parte de uma pesquisa conduzida pelo Centro Universitário Barriga Verde (Unibave), financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc). O projeto começou no ano passado, e já contou com a participação de alunos Colégio Estadual Toneza Cascaes, de Orleans.
Os resultados vêm sugerindo uma melhora no desempenho de aprendizagem entre os alunos de Orleans. Foram 7% no desempenho dos estudantes do Colégio Unibave e 18%, no caso do Colégio Estadual. De acordo com o coordenador dos cursos de Sistemas de Informação e de Engenharia de Software, o professor, Nacim Miguel Francisco Júnior, que vem conduzindo a pesquisa, com um auxílio de um software que utiliza IA, uma prova foi aplicada, e após responder a cada questão, o estudante recebeu um retorno em forma de textos, vídeos ou infográficos.
A pesquisa já envolveu 20 estudantes de cada instituição e ainda será aplicada junto a estudantes do ensino superior em uma fase futura. Conforme o professor, que também coordena a Incubadora Inventa do Unibave, o software foi desenvolvido em parceria com uma empresa de tecnologia, a Athena, do Rio de Janeiro, com investimento da Fapesc, por meio do Edital de Chamada Pública nº 51/2024, o estudo intitulado “Laboratório de Aprendizagem Adaptativa com IA”.
As atividades abordaram conteúdo das disciplinas de História, Matemática e Espanhol e a pesquisa tem duração de 24 meses. Além dos estudantes, professores das duas escolas também participaram da iniciativa, contribuindo com a elaboração das questões aplicadas durante as atividades.
Segundo a coordenadora de Pesquisa e Extensão do Unibave, Ana Paula Bazo, a proposta considera as individualidades. “Embora cada aluno tenha seu próprio ritmo de aprendizagem, a pesquisa mostra que todos conseguem aprender. Mas cada um constrói o conhecimento no seu tempo de assimilação”, avalia.
De acordo com o professor, Nacim Miguel Francisco Júnior, responsável pelo estudo, a iniciativa representa um passo importante para compreender como a tecnologia pode apoiar e potencializar o aprendizado. “A pesquisa segue em andamento e deve ampliar suas etapas nos próximos meses, contribuindo para o desenvolvimento de metodologias inovadoras no ensino”, comenta.



