Cerca de 20 trabalhadores demitidos da Colorminas Colorifício e Mineração realizaram um protesto de duas horas em frente à empresa para cobrar o pagamento das verbas rescisórias ainda pendentes. A mobilização ocorreu após a empresa não comparecer a uma reunião previamente agendada com o Sindicato para apresentar proposta de quitação dos valores devidos.
Os profissionais foram desligados no dia 15 de janeiro e, até o momento, receberam apenas os dias trabalhados no mês, além da documentação necessária para solicitação do FGTS e do seguro-desemprego, mediante intervenção do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Plásticas, Químicas e Farmacêuticas de Criciúma e Região.
De acordo com o presidente da entidade, Carlos de Cordes, o Dé, estava acordado que a Colorminas apresentaria uma planilha detalhando os valores devidos a cada empregado e uma proposta para pagamento da dívida. Como a empresa não enviou representante à reunião, os trabalhadores decidiram intensificar a mobilização.
Durante o protesto, a empresa apresentou inicialmente uma proposta de parcelamento em 48 vezes, rejeitada pelo Sindicato. Uma segunda alternativa, com pagamento em 36 parcelas, também foi recusada. “Vamos aguardar uma proposta mais compatível com a realidade dos trabalhadores”, afirmou Dé.
Após a manifestação, os trabalhadores e a diretoria sindical foram recebidos nas dependências da empresa para dialogar sobre o impasse. Ficou definido que uma nova proposta será apresentada na próxima terça-feira (3), quando os demitidos irão avaliar as condições.
O Sindicato informou que a mobilização continua e não descarta novas ações, inclusive paralisações em empresas do grupo, caso não haja avanço nas negociações.





