A Prainha do Farol, em Laguna, aparece como imprópria para banho no mais recente relatório de balneabilidade divulgado pelo Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA), referente às coletas realizadas entre 5 e 9 de janeiro de 2026. O levantamento analisou 260 pontos ao longo do litoral catarinense e indica que 169 estão próprios, o equivalente a 65% do total monitorado.
Na região Sul do estado, entre Garopaba e Passo de Torres, além da Prainha do Farol, outros pontos também apresentam restrições.
- Passo de Torres – Rua Beira Rio, na ponte (Ponto 02)
- Balneário Gaivota – Foz do arroio, no mar (Ponto 02).
- Balneário Arroio do Silva – Rua Rua Prezalino Oliveira, 100 metros ao sul do arroio (Ponto 02) e em frente à Avenida Mondardo, na foz do arroio (Ponto 03).
- Balneário Rincão – Arroio da Praia do Rincão (Ponto 05) e Rua Paraná em frente ao calçadão (Ponto 04)
- Laguna – Prainha do Farol, na entrada da praia (Ponto 07)
- Garopaba – Em frente à praça (Ponto 01) e na Rua Lauro Severiano Muller (Ponto 02)
Segundo o IMA, a água é considerada:
Própria: quando em 80% ou mais de um conjunto de amostras coletadas nas últimas 5 semanas anteriores, no mesmo local, houver no máximo 800 Escherichia coli por 100 mililitros.
Imprópria: quando em mais de 20% de um conjunto de amostras coletadas nas últimas 5 semanas anteriores, no mesmo local, for superior que 800 Escherichia coli por 100 mililitros ou quando, na última coleta, o resultado for superior a 2000 Escherichia coli por 100 mililitros.
Atenção, banhistas!
O banho de mar não é recomendado nas primeiras 24 a 48 horas após chuvas intensas, nem nas áreas próximas à saída de canais ou galerias de águas pluviais. Durante e após períodos de chuva, a água que escoa pelas ruas pode carregar resíduos, sedimentos e outros contaminantes, que acabam chegando ao mar e comprometendo a qualidade da água para banho.
Essas condições podem aumentar a presença de bactérias e microrganismos, representando riscos à saúde, como irritações na pele, conjuntivites e infecções gastrointestinais.
Para garantir um banho seguro, recomenda-se:
Evitar o mar logo após chuvas fortes;
Preferir áreas mais afastadas de saídas de drenagem pluvial;
Consultar o monitoramento de balneabilidade do IMA, atualizado semanalmente no verão e mensalmente no restante do ano.
Cronograma
O Programa de Monitoramento de Balneabilidade do IMA segue um cronograma prévio de coletas garantindo transparência e publicidade ao processo. Assim, qualquer cidadão pode acompanhar quando será realizada a coleta em cada ponto, além das datas previstas para a emissão e divulgação dos relatórios.
Divulgação
À medida que as análises vão sendo concluídas pelo laboratório do IMA, o resultado do ponto é atualizado automaticamente e pode ser conferido no mapa do site: https://balneabilidade.ima.sc.gov.br/ e no Aplicativo CBMSC Cidadão.
Para acompanhar os resultados das coletas, basta clicar na bandeirinha do ponto de interesse e conferir no mapa do site o status da propriedade do ponto e a data da última coleta realizada no local.
O site também possui o menu histórico, um espaço de pesquisa onde é possível acessar localização, datas, horários, condições do vento, maré, entre outras informações que são registradas no momento da coleta e o histórico dos resultados da condição própria ou imprópria de cada ponto amostrado.
De outubro a março, o IMA realiza semanalmente o monitoramento da balneabilidade das praias catarinenses e, às sextas-feiras, divulga um release com o balanço da semana. Quando a sexta-feira coincide com feriado ou ponto facultativo, a publicação é antecipada. Já entre abril e setembro, tanto a pesquisa quanto a divulgação passam a ser mensais.




